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Caso Júlia dos Anjos: Padrasto confessa ter estuprado adolescente nos últimos quatro meses

Segundo o suspeito, abusos aconteciam quando a mãe de Júlia saía de casa. O último aconteceu no dia do assassinato
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Francisco Lopes confessou estupro e assassinato da enteada (Foto: Reprodução/TV Correio)

O padrasto da adolescente Júlia dos Anjos Brandão, de 12 anos, Francisco Lopes, confessou, nesta quarta-feira (20), em novo depoimento à Polícia Civil, que abusava sexualmente da menina há quatro meses. O último estupro sofrido pela vítima teria ocorrido no dia do crime.

Quando confessou ter matado a enteada por asfixia, Francisco Lopes negou ter cometido qualquer tipo de violência sexual contra Júlia. No entanto, ele teria mencionado o estupro na audiência custódia e, por isso, a Polícia Civil pediu um novo depoimento.

De acordo com apuração da TV Correio, Francisco Lopes contou à polícia que esperava a mãe de Júlia sair de casa para ficar sozinho com a adolescente.

Apesar da confissão, as autoridades ainda aguardam o resultado do exame sexológico para concluir o inquérito.

Entenda o caso Júlia dos Anjos

Júlia dos Anjos Brandão, de 12 anos, desapareceu de um condomínio residencial no bairro de Gramame, em João Pessoa, no dia 7 de abril. Segundo familiares, Júlia tinha saído de casa somente com o celular. Os parentes da adolescente acreditavam que ela havia sido raptada ou induzida a sair de casa por algum estranho.

A principal linha de investigação apontava para uma pessoa no Instagram. O perfil em questão se apresentou à adolescente pela rede social e ofereceu serviço de marketing digital. A mensagem da suposta consultora prometia um aulão gratuito a Júlia e dizia que a adolescente poderia ganhar dinheiro com a internet. O delegado Rodolfo Santa Cruz descartou a suspeita porque a pessoa foi localizada, tem endereço, contatos ativos e está em outro estado.

De acordo com a Polícia Civil, a última pessoa que viu a adolescente em casa foi o padrasto, Francisco Lopes. Nos primeiros depoimentos, ele informou às autoridades que, a pedido da esposa, Josélia Araújo, foi até o quarto de Júlia por volta das 6h40 do dia 7 de abril para verificar se ela já havia levantado. Segundo a versão inicial do padrasto, a adolescente dormia e Francisco teria saído para trabalhar logo em seguida. A mãe de Júlia se levantou por volta das 9h e percebeu que a menina não estava em casa.

Desde então, parentes se mobilizaram nas buscas por Júlia. O pai dela, Jeferson Brandão, que mora no Paraná, veio a João Pessoa com a atual companheira e uma tia da adolescente. A mãe dela, que está grávida de dois meses, também participou da procura por Júlia. Os familiares da menina percorreram diversos bairros e áreas de mata na Capital.

O desfecho trágico da história aconteceu no dia 12 de abril, com a confissão do padrasto. De acordo com o delegado Hector Azevedo, responsável pelas investigações, Francisco Lopes alegou que Júlia não aceitava a gravidez da mãe e temia que a adolescente fizesse algum mal contra o bebê. A confissão do padrasto ocorreu após a Polícia Civil confronta-lo sobre divergências entre o depoimento dele e outras oitivas e apurações. O corpo de Júlia foi encontrado em um poço na Praia do Sol, local indicado pelo suspeito.

Francisco Lopes teve a prisão mantida após audiência de custódia. Segundo apuração da TV Correio, durante a sessão, ele teria confessado abuso sexual contra a enteada, informação que não havia sido apresentada no depoimento à Polícia Civil.

Comentários

Mailde disse:

Não deveria ter cadeia pra estrupadores e sim castração.

Af disse:

Padrasto estuprava a filha hà 4 meses e a mãe nem desconfiava? E ainda arruma mais filho.

celia disse:

dà nojo ver isso tem ter leis mais severas está acontecendo c mt frequência crimes bárbaros cm esses c crianças temos q proteger as crianças tds os dias tds as horas é isso inaceitavel

Rui Barbosa Ferreira disse:

Agora vamos ver o que fará a justiça. Irá aparecer um advogado falando bobagens para desmistificar o crime que esse monstro cometeu. Como o país virou uma casa da mãe Joana, a garota será a culpada pois, segundo o padrasto não aceitava a gravidez da mãe.

Flavia disse:

Esse mostro tem que pagar ,se fez de bonzinho pra família, pra atacar a criança, na verdade o tempo todo ele estava de olho na criança esperou o momento pra agir ,

Rosineia Pereira Brandão Costa disse:

E muito importante que se fale claramente sobre sexualidade, esse assunto não pode ser tabu. Enquanto, as pessoas viverem fingindo que sexo não existe, essas coisas monstruosas vão continuar acontecendo. Quando se discute o assunto fica mais fácil revelar os abusos, por enquanto, vai acontecendo. Não se fala em sexualidade, machismo a vítima fica sem ter com quem contar.

Othon disse:

Mas,12 Anos não é uma adolescente ,é sim uma criança..deve Mofar na cadeia um cara deste!

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