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Casos de sífilis aumentam em gestantes e bebês da Paraíba e preocupam Saúde

Aumentou o número de casos notificados de sífilis em gestantes e sífilis congênita, quando a doença é passada da mãe ao feto através da placenta, na Paraíba. Segundo a Secretária de Saúde do Estado, entre 2011 e 2016 2.230 casos de sífilis em gestante e 1.382 casos de sífilis congênita foram registrados.


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Os municípios com maiores números de casos notificados no ano de 2014 foram João Pessoa e Campina Grande, em média de 50 a 62 casos por município, seguidos de Cabedelo, com 30 a 50 casos, e Cajazeiras, Santa Rita e Bayeux, com 10 a 30 casos por município.

“O tratamento é o meio mais eficaz de evitar a transmissão vertical da doença (transmissão congênita) e é importante que a gestante e o parceiro sejam tratados ao mesmo tempo. Contudo, verificamos um percentual muito baixo na realização do tratamento nos parceiros e é importante salientar que o tratamento de ambos, simultaneamente, é preconizado pelo Ministério da Saúde, visando evitar a transmissão vertical da sífilis congênita”, explicou a gerente operacional das DSTs/Aids/Hepatites Virais da Saúde do Estado, Ivoneide Lucena.

Segundo a Saúde, na Paraíba, entre os 2.230 casos confirmados de sífilis em gestantes, a taxa de detecção aumentou, passando de 5,2% em 2011 para 7,2% em 2015. Em 2016, foram notificados 291 casos, ou seja, 7,8%.

Também houve um aumento progressivo na taxa de incidência de casos de sífilis congênita no Estado. Em 2011, o percentual era de 2,9% de casos por 1.000 nascidos vivos e em 2015 a taxa subiu para 5,8%. Em 2016, a Paraíba já tem 4,9% de casos da doença em menores de um ano de idade.

Quanto à mortalidade infantil por sífilis congênita, no período de 2011 a 2015, foram declarados 52 óbitos declarados no sistema de informação. Somente em 2016, o boletim mostra que já foram contabilizados oito óbitos por sífilis em crianças.


Sífilis

A sífilis em gestante é uma doença infecciosa sistêmica, de evolução crônica, de transmissão sexual e vertical, que pode produzir, respectivamente, as formas adquirida e congênita da doença.

Os infectados com sífilis tendem a não ter conhecimento da infecção, por ausência de sintomas, podendo transmiti-la aos seus contatos sexuais. Quando não tratada, a sífilis pode evoluir para formas mais graves, especialmente os sistemas nervoso e cardiovascular.

Já a sífilis congênita é a consequência da disseminação da doença pela corrente sanguínea, transmitido pela gestante para o seu bebê. A infecção pode ocorrer em qualquer fase da gravidez e o risco é maior para as mulheres com sífilis primária ou secundária.

Um bebê infectado pode nascer sem sinais da doença. Porém, sem tratamento imediato, a criança pode ter problemas, desenvolvendo feridas na pele, febre, icterícia, anemia ou inchaço no fígado ou baço, sofrer convulsões ou até morrer.

Os exames de diagnóstico para a sífilis congênita são o VDRL, raio-X de ossos longos, hemograma e punção lombar, avaliação oftalmológica e audiológica. O tratamento é realizado com Penicilina.

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