Pouco mais de três anos após assumir a presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Maria deixa o cargo da entidade, oficialmente, nesta quinta-feira (16) e passa a bola para o seu sucessor, Marco Polo Del Nero.
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José Maria Marin ganhou destaque no início de 2012, ao embolsar a medalha do goleiro Matheus Vidotto, do Corinthians, na final da Copa São Paulo de Juniores daquele ano. Pouco depois, em março, com a renúncia de Ricardo Teixeira, que se afastou do cargo após denúncias de corrupção, Marin assumiu a CBF aos 79 anos por ser o vice-presidente mais velho de entidade. Durante sua gestão o Brasil conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, venceu a Copa das Confederações, em 2013, e levou a sapecada histórica de 7 a 1 para a Alemanha no Mundial de 2014.
“Acho que foi um período muito bom. Não foi um tempo completo de mandato, mas fizemos grandes coisas, principalmente na questão da Granja Comary” lembrou Marin em entrevista recente ao diário Lance.
Foram investidos R$ 15 milhões na reforma da Granja Comary, o Centro de Treinamento da seleção brasileira em Teresópolis. Além disso, outros R$ 70 milhões serviram para financiar a nova sede da CBF.
“O sonho da casa própria é de todo cidadão e era o pensamento de todos os dirigentes. Temos melhores condições de trabalho e uma casa para atender a todos os dirigentes esportivos, de todos os clubes e todas as séries. Havia uma necessidade de oferecer todas as condições. Cada vez que era necessário fazer uma convocação, uma assembleia, uma reunião maior, tinha que alugar hotel”.
José Maria Marin deixa o cargo, mas não a direção da CBF. Ele será um dos cinco vice-presidentes na chapa “Continuidade Administrativa”, de Del Nero, e por isso receberá R$ 10 mil mensais. O salário foi garantido no ano passado, após uma mudança aprovada pelo próprio Marin para que vice-presidentes passassem a receber uma “verba de representação”.
Parceiro de Marin na FPF (Federação Paulista de Futebol) desde os anos 80, a entrada de Marco Polo Del Nero na presidência da CBF indica que não haverá mudanças estruturais profundas no futebol brasileiro. Na pauta, algumas discussões. Entre elas o debate sobre a volta do mata-mata no Campeonato Brasileiro. O novo presidente da CBF diz que prefere o modelo atual, por pontos corridos, mas deixa nas mãos dos clubes a decisão final sobre o tema.
Marco Polo Del Nero está no meio futebolístico desde 1985, quando entrou para a FPF como integrante do Tribunal de Justiça Desportiva. Em 1991, disputou, e perdeu, as eleições presidenciais no Palmeiras. Assim como Marin na CBF, Del Nero herdou a presidência da FPF por ser o vice-presidente mais velho da entidade quando Eduardo José Farah renunciou em 2003. Desde então, o dirigente vem ganhando espaço no futebol brasileiro, onde agora assume o cargo máximo da “cartolagem”.