Cerca de 90% das chamadas do Samu-JP não são concluídas por falta de informações

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Apenas 10% das chamadas feitas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em João Pessoa, chegam ao médico regulador, que é quando a chamada é completada. Os outros 90% dos chamados não passam para essa etapa porque os solicitantes desligam o telefonema antes e não repassam todas as informações necessárias. O balanço do Samu-JP foi divulgado nesta segunda-feira (27).

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A coordenadora geral do Samu-JP, Erika Rivenna, explica sobre a importância de passar informações completas durante o chamado. “O Samu trabalha com a classificação de risco, mediante as informações repassadas e que poderá ser dispensado o recurso pertinente àquela demanda, por isso é importante que quem liga para o Samu não desligue antes da ligação ser repassada ao médico regulador e de responder as informações solicitadas por ele”, explica.

Quando uma pessoa liga para o 192 quem atende a ligação é o Telefonista Auxiliar de Regulação Médica (TARM). A ligação é registrada pelo TARM, que preenche o prontuário eletrônico com algumas informações e em seguida transfere a ligação, juntamente com o prontuário, para o Médico Regulador. O Médico Regulador faz perguntas ao solicitante complementando as informações referentes ao paciente/vítima, após essas informações autoriza ao Rádio Operador o envio do recurso mediante a gravidade do caso ou orienta ao solicitante como proceder, caso não seja pertinente o envio de unidade.

Durante a ligação são feitos os seguintes questionamentos: se o solicitante encontra-se próximo ao paciente, identificação junto ao serviço, nome do paciente/vítima se possível, sexo, idade aproximada, conhecimento de doenças prévias e qual o motivo da ligação.

Conforme o Samu-JP, é importante que o solicitante repasse informações como o endereço completo, pontos de referência, quantas vítimas e se tem alguma presa nas ferragens (acidentes), informar a existência de doenças prévias, informar se o paciente estiver consciente ou inconsciente entre outras, mas principalmente responder todas as perguntas que forem feitas e não desligar antes que a solicitação seja de fato registrada com as informações necessárias.

Erika Rivenna, coordenadora do Samu explica que muitas pessoas ao ligarem para o Samu não esperam que a ligação seja repassada ao Médico Regulador e desligam antes, o que faz com que a solicitação não seja registrada e a demanda não seja atendida. “Precisamos das informações mais completas possíveis, só assim podemos encaminhar o tipo de socorro adequado”, explica a médica.

De acordo com dados do serviço, são registradas em média 1.562 chamadas por dia, entre essas uma média de 1.405 chamadas (90%) não chegam ao Médico Regulador, sendo concluídas após a Regulação Médica apenas uma média de 158 chamadas (10%).

“Para que o Samu possa funcionar de forma apropriada é importante que a população saiba utilizar o serviço e entenda que ele deve ser acionado somente quando existe uma situação de urgência e emergência, evitando sobrecarregar o sistema com outros problemas que não se caracterizam como tal. Além disso, pedimos as pessoas, em especial as crianças, para que não façam trotes com este serviço, pois isso só prejudica que a assistência seja prestada a quem realmente precisa”, alerta a coordenadora do serviço.

Atualmente o município de João Pessoa conta com quatro Unidades de Suporte Avançado (USA), sendo três para o município de João Pessoa e uma para a Região Metropolitana, sete Unidades de Suporte Básico (USB), e sete motolâncias. Cada USA possui médico, enfermeiro e condutor socorrista, na USB atuam o enfermeiro e o condutor socorrista e na motolância um enfermeiro ou técnico em enfermagem.

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