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Citado por Cunha, C?ssio diz que adicionou emenda a MP para evitar il?citos

Envolvido em nova polêmica, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), citou em sua defesa o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). O peemedebista foi denunciado pelo Ministério Público Federal de ter recebido suposta propina para beneficiar o banco BTG Pactual em uma Medida Provisória, que teve o tucano como relator. Em João Pessoa, o líder da oposição no Senado explicou que o texto da MP foi aprovado “rigorosamente” de acordo com a proposta enviada pelo governo federal.

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“A citação que ele fez é verdadeira. Eu fui o relator da MP 608 e a Medida Provisória foi aprovada exatamente nos termos da proposta que veio do Poder Executivo. A medida provisória tinha por objetivo atualizar a legislação brasileira para a norma internacional que é conhecida a convenção de Basileia que aumentaria a segurança do sistema financeiro”, declarou, em entrevista ao Programa Correio Debate, da Rádio Correio Sat.

Segundo Cássio Cunha Lima, a MP teve aprovada apenas uma emenda, de sua autoria, que estabeleceu que a lei só teria validade para casos futuros sem interferir em “situações anteriores”. De acordo com o tucano, a emenda teve o objetivo de evitar que a MP fosse utilizada para proveitos ilícitos.

“A medida foi aprovada rigorosamente como proposta pelo Poder Executivo, mas eu tive o cuido, tive a cautela, de apresentar uma emenda, que foi de minha autoria, que estabelecia que a medida provisória só valeria daí para frente (sic), ela não atingiria nenhuma situação do passado. Foi um ato de prudência da minha parte para não ter qualquer tentativa de se aproveitar da medida provisória para beneficiar situações já ocorridas”, afirmou.

O banco BTG Pactual, segundo anotação apreendida pelo Ministério Público, pagou R$ 45 milhões ao peemedebista para ver o interesse do banco de André Esteves atendido na emenda provisória. O texto foi encontrado pela Polícia Federal na casa de Diogo Ferreira, chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), e preso com ele na quarta-feira passada (25) no escopo da Operação Lava Jato. A anotação refere-se à MP, editada pelo governo federal e aprovada em 2013, que trata de operações bancárias.  

O presidente da Câmara afirmou ser vítima de uma armação e insinuou que a nova denúncia contra ele pode ter sido motivada pela possibilidade dele definir nesta semana sobre os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

“É um verdadeiro absurdo e parece até armação aparecer uma anotação com uma pessoa que não conheço citando coisas inexistentes. A Medida Provisória citada na suposta anotação foi relatada por um senador do PSDB, o paraibano Cássio Cunha Lima, e eu nem participei da comissão que analisou a MP 608/2013.Desminto o fato e coloco sob suspeição essa anotação”, se defendeu Cunha em sua página no Facebook.

 

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