A Câmara Municipal de Mataraca, no Litoral Norte da Paraíba, aprovou, por maioria na quarta-feira (14), uma alteração no Regimento Interno da Casa proibindo a realização de filmagens, gravações e transmissões durante as sessões.
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Segundo a decisão, a mudança foi necessária devido a “transmissões indevidas”. A alteração estabelece as únicas gravações que poderão acontecer na Câmara são entrevistas individuais com a autorização do vereador que concedê-la.
Além da imprensa local, a oposição fez reclamação por causa da mudança. Um dos vereadores do grupo questionou a votação, mas não esteve presente no dia da sessão. “Mas uma vez estou sem entender esta situação, que trouxe o presidente, com ausência de três vereador de oposição. Eu não acreditava, mas estou acabando de acreditar porque aconteceu”, disse o vereador Bessinha (PMDB).
Segundo ele, o objetivo de proibir gravações é silenciar os vereadores de oposição e a imprensa para “os descasos que estão acontecendo na cidade”. “Proibir de ser filmado ou gravado? Então, o que é que tem para se esconder de uma rádio? O que é que tem que se esconder do povo? Os vereadores e prefeito foram eleitos pelo povo para deixar as coisas transparentes, tudo claro. Então, o que está acontecendo em Mataraca, a Câmara está querendo esconder o descaso que está acontecendo”, declarou.
O vereador afirmou ainda que a decisão vai contra a liberdade da imprensa. “A situação hoje está jogando lixo debaixo do tapete e isso o povo de Mataraca e a oposição não aceita. Esse deve ser um fato inédito no Brasil, um presidente proibir a liberdade da imprensa”, criticou.