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Coer?ncia

É bem verdade que coerência nunca foi o forte da política paraibana, mas em 2014 a palavra foi varrida do dicionário dos agentes políticos e dos partidos por estas bandas. Com o eleitor, com o bom senso e com os próprios discursos, os nossos homens públicos – salvo raras exceções – fizeram miséria.

Os movimentos registrados das convenções pra cá esculhambaram o que já era questionável. No segundo turno, o que restava da credibilidade da classe política foi ao chão. Figuras que engrossavam a jugular contra determinados adversários deram meia volta volver e repentinamente tiveram que refazer todo o discurso. Na cara dura.

Políticos que foram achincalhados, que trocaram pesadas farpas, acusações e que divergiram frontalmente sobre práticas e visões administrativas e ideológicas, simplesmente passaram a se abraçar e a enterrar tudo que, solene e efusivamente, disseram nos últimos quatro anos.

A desculpa? O pragmatismo e a necessidade de se tomar posição. E como explicar uma posição de apoio a quem se combateu ardorosamente? Ou como, de uma hora pra outra, desdizer o que fora dito, em forma de pesadas críticas, todas retratadas e guardadas nos arquivos da imprensa e na memória do cidadão?

Com habilidade e verve apurada, eles refazem a rota, arranjam mil desculpas e frágeis argumentos. Nenhum que diminua o nítido constrangimento pessoal e nem contenha o olhar de desprezo da população, cada vez mais desacreditada do que ouve e vê de seus representantes no exercício de suas funções.

O nível de descrédito já havia chegado ao limite máximo, mas em matéria de decepcionar a boa fé do cidadão ainda crente em alguma luz no fim do túnel –, os nossos homens públicos são reconhecidamente competentes e graduados. Conseguiram cavar ainda mais o fundo do poço que pensávamos ter atingido o nível mais subterrâneo. Do jeito que vai, chegaremos fácil ao Japão.

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