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Colecionadores promovem at? ‘leil?o’ em encontros para troca de figurinhas do ?lbum da Copa

As figurinhas da Copa do Mundo viraram febre desde o começo de abril, quando o álbum chegou às bancas. Depois disso, os colecionadores fazem de tudo para conseguir os 640 cromos que representem os estádios, seleções e jogadores do Mundial.

Para completar o álbum e não colocarem tanto a mão no bolso, os torcedores apostam nas tradicionais trocas de figurinhas. Em vez de gastar R$ 1 por um pacote com cinco cromos, os colecionadores tentam entrar em um acordo com os conhecidos.

Porém, não pense que álbum de figurinha é apenas uma brincadeira. A coleção é algo sério e tem até regras estabelecidas. Por exemplo, figurinhas brilhantes, como é o caso dos escudos da seleção e símbolos da Copa, só podem ser trocadas por uma respectiva. Caso contrário, é preciso uma compensação das chamadas normais, em um sistema duas ou três por uma. Tudo depende do poder de negociação.

Alguns até surpreendem pela profissionalização. Esse é o caso do estudante Nicholas Farias Kiler, de 14 anos, que conta que já ganhou R$ 110 vendendo figurinhas para amigos e que já fez até leilão.

— Outro dia eu ganhei R$ 20 na praça. Tinha dois caras precisando do mesmo jogador para completar o álbum. Eu estava negociando com um cara, aí chegou o outro e ofereceu mais. Então, eu disse que quem pagasse R$ 20 levava.

O estudante, que já fechou um álbum e está com 70% completo de outra edição agora de capa dura, tem todo um método para negociar os cromos. Nicholas separa as repetidas em dois grupos: um com as figurinhas que simplesmente troca e o outro com os craques, como Lionel Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo, além das brilhantes. Nesse último caso, o adolescente só aceita vender ou alguma negociação que lhe traga algum benefício.

Assim como no caso de Nicholas, as praças das cidades passarem a ser o grande ponto de encontro dos colecionadores. Em São Paulo, os interessados estão batendo no vão do Masp aos finais de semana.

No último sábado (26), os torcedores ficaram revoltados e reclamaram nas redes sociais que a Marcha da Maconha interrompeu a troca de figurinhas na região da Avenida Paulista.

Os shoppings centers também despertam o interesse desse público. Por meio do Facebook, eles combinam encontro aos finais de semana e feriados. O Eldorado e o Bourbon, em São Paulo, são os centros comerciais mais agitados pelas trocas de figurinhas.

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