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Collor, Humberto e Cunha

Em 1992 o Poder Legislativo do Brasil. aprovou o impeachment do presidente Fernando Collor, acusado de montar, com o tesoureiro de sua campanha PC Farias, esquema de corrupção baseado em tráfico de influência e loteamento de cargos públicos. Teria movimentado milhões.

Dois anos depois, o senador Humberto Lucena teve a candidatura à reeleição cassada pelo TSE, por abuso de poder. O crime do paraibano, que ocupava a Presidência do Senado, foi imprimir, usando a cota a que tinham direito todos os senadores, 130 mil calendários de parede, e enviá-los ao Estado usando a franquia postal também de uso comum.

Humberto foi condenado por cinco votos a um no TSE. Vivíamos um instante de ‘tolerância zero’ com tudo que ameaçasse valores éticos. Ele recorreu ao STF e disputou a eleição sub judice. Venceu no voto, mas o STF confirmou o TSE.

Contra Humberto nunca houve denúncia de corrupção. E não foi o único punido. Haviam outros 15 parlamentares que também usaram os serviços da mesma gráfica. A interpretação do TSE foi considerada tão desproporcional que levou o Congresso a aprovar lei que anistiou todos.

Nos governos do PT, tivemos, entre outros, o caso Waldomiro Diniz, o Mensalão, a CPI dos Correios e agora o Petrolão, esquema que, segundo a Lava Jato, tem tentáculos em áreas estratégicas do governo. Apura-se “venda” de benefício fiscal. Entre os já condenados, alguns revelaram uso de propina na campanha de Dilma e barganhas financeiras em troca de obras públicas, e seu tesoureiro está entre os acusados.

O que mudou desde que Humberto foi cassado pelo TSE por usar cota regulamentada do Senado? No caso Collor, houve um delator, seu irmão Pedro. Atualmente temos dezenas, entre eles os maiores empresários do país. São tantos os casos e as cifras tão absurdas que já consideramos normal? Para a democracia é melhor punir ou perdoar?

A crise política é combustível para a crise econômica, que por sua vez tem condenado os brasileiros a grandes perdas. Mas o Poder que poderia resolver essa crise com mais credibilidade e trauma menor, a Justiça Eleitoral, não mostra pressa. Com isso, sobra para o Legislativo, onde teremos os interesses partidários versus as forças das ruas.

Torpedo

” Não é o momento de pensar no “meu” interesse, nem no partidário, mas, sim, no do povo que está perdendo emprego e renda, e nos interesses do Brasil, que está perdendo lugar no mapa dos países com futuro promissor ”.

Do ex-presidente Fernando Henrique Cardozo, sobre a crise política.

Que golpe?

A oposição enfrenta o discurso do PT que trata o impeachment como golpe. Usa redes sociais e mostra que petistas pediram em 1992 o de Collor, em 1994 o de Itamar, e em 1999 o de FHC. Só agora é golpe?

Por Dilma

PT, PCdoB e PSB, com as centrais sindicais CUT e CTB, vão se reunir no Sintell-PB, quarta-feira, a partir das18h, como parte da mobilização contra o impeachment da presidente Dilma. É a “Frente Brasil Popular”.

Combatentes

Sai, hoje, a comissão do impeachment. PMDB e PT terão oito vagas, cada; PSDB, seis; PP, PSD, PR e PSB, quatro; DEM, PDT, SD, PSC e Pros, duas; Outros 12 têm uma vaga, cada. Nomes anteciparão tendência.

Solidariedade

O presidente do TJPB, Marcos Cavalcanti fez doação de material eletrônico reciclável para o “Napoleão Laureano”. Anunciou na Festa de Natal promovida pela Energisa em favor do hospital que trata Câncer.

Zigue-Zague

A PMJP vai aproveitar o feriado de terça-feira para avançar nas obras do viaduto sobre a BR-230, que terá as vias nos dois sentidos interditadas.

O viaduto faz parte de um novo binário que pretende oferecer uma alternativa de tráfego entre Centro e praia, desafogando a avenida Epitácio Pessoa.

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