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Professor Trindade

Os jardins da Academia festejavam; os acadêmicos não cabiam em si de alegria; Augusto, certamente calado, também vibrava. A noite parecia – e era! – diferente; afinal, ali se concretizaria o grande sonho de termos um Memorial Augusto dos Anjos à altura do poeta.

E o que se festejava?

O governador João Azevedo, no seu bom e equilibrado discurso, também usou um tom saudoso no início da fala, relembrando que esteve, quando funcionário da Prefeitura, na Academia, para desenhar a planta da reformulação do prédio, lembrando, inclusive, a escada em caracol para o acesse ao auditório, que ainda hoje está lá, imponente.

Pode-se dizer até, sem exagero, que foi uma noite poética; o que não faltava era poesia na alma de todos; sobretudo imperando entre os membros da Instituição, que, como já disse, não cabiam si de satisfação. A secretária e membro honorário, Tânia, estava, como sempre, atenta a todos os movimentos, cuidando de cada detalhe; minuciosa e criteriosa que é. Igualmente, Marilene, bibliotecária, também cuidava dos detalhes.

Enfim chegou o grande momento: a assinatura, pelo governador, da ordem de licitação para a efetivação do Memorial, tendo nosso presidente Ramalho Leite assinado como testemunha. No seu discurso, Ramalho, com sua verve humorística de sempre, repetia o costumeiro bordão: “jornalista sem jornal, advogado sem cliente e político sem mandato”. Se houve bem nos três e conduz a Academia, pela terceira vez, com um dinamismo e postura de darem inveja.

A MAGNITUDE DA SOLENIDADE

Foi assinada a ordem de licitação para dois equipamentos culturais de suma importância: o Memorial Augusto dos Anjos e o Museu das Etnias Paraibanas. O evento – repita-se – foi realizado nos Jardins da Academia Paraibana de Letras e contou com a presença de autoridades, artistas e representantes de diversas instituições de âmbito literário.

Com investimento de 7,2 milhões, os novos espaços serão construídos no Centro Histórico de João Pessoa.

O Memorial Augusto dos Anjos será erguido nos fundos da Academia Paraibana de Letras, num terreno atualmente em ruínas e o Museu das Etnias será instalado na Praça Rio Branco, em prédio histórico a ser restaurado. A previsão é de que os dois equipamentos estejam prontos até o final de 2026.

Augusta e bendita noite!

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