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Lázaro Farias

A oposição no município de Campina Grande, adota uma estratégia equivocada, quando deixa transparecer que seu destino, depende da decisão do deputado federal Romero Rodrigues, de disputar ou não a prefeitura.

Usando uma linguagem futebolística, eu poderia dizer que essa atitude miúda, não condiz com um time que só tem jogadores de primeira divisão. Na verdade uma seleção, onde jogam, (no bom sentido da palavra) o vice-governador Lucas Ribeiro, a senadora Daniela, o deputado federal Aguinaldo, os secretários André Ribeiro e Jhony Bezerra, além do deputado estadual Inácio Falcão.

Soma-se a essa estrutura, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino e o irmão, deputado federal Murilo Galdino, além de outros personagens relevantes.

Não á fácil imaginar, que um grupo com alta representação na política paraibana, aguarde a decisão de uma pessoa, mesmo que se trate de um eleitor de muito prestígio como é Romero Rodrigues. Chega a ser uma situação vexatória.

Nesse sentido a decisão do Deputado Estadual Inácio Falcão em oficializar pré-candidatura a prefeito, devolve, ainda que tardiamente, um pouco da dignidade do bloco oposicionista. Finalmente alguém se levantou, para preencher a lacuna deixada pelo senador Veneziano, quando desistiu de liderar esse bloco na Rainha da Borborema.

Falcão é um veterano na Casa de Epitácio Pessoa, ex-vereador de Campina, teve mais de 30 mil votos em 2020 quando disputou o governo municipal e está em ótima momento político, tendo forte representação nas comunidades. Ele agora espera atrair os demais blocos contrários ao governo de Bruno, que insistem em aguardar o ex-prefeito, que segue calado.

O erro da oposição não é apenas colocar seu destino na decisão de Romero, correndo o risco dele não decidir nada, como já fez em 2018 e 2022. Vai além. Existe a possibilidade também, dele concorrer em faixa própria, sem se misturar com aqueles que o aguardam.

Mas ainda que concorra, componha uma aliança e vença, meta tão desejada pela oposição, quem vai ao poder pela terceira vez é ele, que sempre foi governo. A oposição novamente será o trampolim, o meio pelo qual, os “Cunha Lima” seguirão firmes para mais quatro anos na gestão campinense. Se isso acontecer, mérito deles, que sempre sabem conduzir o caminho para a vitória, num dos maiores redutos eleitorais da Paraíba. Detalhe, quem tem Campina, segue vivo politicamente, nunca fica pequeno.

Mas, se eu estou tendo que dizer tudo isso, como se fosse uma descoberta, é sinal que parte da oposição ou não percebeu ou não se importa em assumir essa postura de avestruz, com a cabeça pelo chão.

Talvez Inácio Falcão, tenha mesmo que caminhar sozinho, contando apenas com PT, PV e o PCdoB. Mesmo assim, ainda fará, no ditado popular, mais futuro do que esperar pelos outros. Ganhando ou perdendo a eleição, poderá se consolidar como a única oposição legítima em Campina Grande. O que não é pouca coisa.

E é bom não esquecer: Seja Romero ou qualquer outro nome, para ser prefeito, não pode ignorar Bruno Cunha Lima. Ele o é gestor do plantão, tem a força da caneta e todo o direito de disputar a reeleição.

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