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Josival Pereira

Gestores públicos de todas as instâncias e políticos de todos os partidos têm uma tarefa urgente, urgentíssima: agir para aprovar, agora e já, o auxílio emergencial. O Governo e o Congresso já demonstraram que podem fazer isso bem rápido.

O auxilio emergencial dispõe de força para movimentar a economia, prejudicada com as medidas restritivas. Tem o poder de amenizar a fome, talvez até a depressão a que se referiu o presidente Bolsonaro esta semana ao criticar as medidas de isolamento.

A Fundação Getúlio Vargas divulgou levantamento apontando que o auxílio emergencial segurou o aumento da pobreza no Brasil em 2020. Antes da pandemia, em 2019, havia 51,3 milhões de brasileiros na linha de pobreza. No ano passado, houve um pequeno aumento de 4,55%. Em 2021, o aumento é de 12,83% e já são mais de 63 milhões de pessoas na faixa da pobreza.

A situação é de doer. Com o fim do auxílio emergencial, 12,8% dos brasileiros passaram a viver abaixo da linha de pobreza, com menos de R$ 246,00 ao mês. Em 2019, eram 4,2% e, com o auxílio, em 2020, caiu para 3,3%.

Diante deste quadro, é de se lastimar a discussão ideológico-cultural que se trava sobre o enfrentamento da pandemia (isolamento social ou não). É discussão sem fim, dada a radicalização que permeia o ambiente político.

Não obstante a radicalização política parece haver, em Brasília, consenso sobre a necessidade da adoção do auxílio emergencial. E por que não se aprova, então?

Pode marcar múltiplas respostas: insensibilidade política, falta de consciência nacional, ausência total de empatia, incompetência, burrice etc.

E é tudo isso, misturado com uma dose gigante de insensatez, que está matando a economia de inanição e os mais pobres de fome.

Sem caminho unificado para o combate à pandemia, os políticos poderiam, ao menos, num instante que seja, produzir uma atitude nobre: permitir a instauração de um momento de bom senso no país e aprovarem o auxílio emergencial.

Não dá para entender o que se passa com os políticos no Brasil.

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