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Professor Trindade

Em boa hora, a Academia Paraibana de Letras resolveu conceder à jornalista e tradutora Rosa Freire D’aguiar, viúva do grande e inesquecível intelectual e economista Celso Furtado, uma glória da Paraíba, de nome internacional, o título de sócia honorária, em sessão solene que se realizará nesta quinta-feira (7), às 17 horas, na sede da entidade.

Na ocasião, a escritora lançará o livro O Tenente, de Celso Furtado (Companhia das Letras),com organização, apresentação e notas dela própria.

Trata-se de uma edição fartamente ilustrada e anotada, na qual o autor de Formação econômica do Brasil escreve sobre sua experiência como pracinha da Força Expedicionária Brasileira na Itália.

Escreveu, então, contos, cartas e breves ensaios sobre esse período, em que narrou o dia a dia entre os militares, a camaradagem com os demais soldados, o encontro com pessoas devastadas pelo conflito, as viagens para as cidades próximas, e, também, os impactos pessoais e políticos da guerra. Todo esse material foi reunido em O tenente. O volume inclui uma criteriosa seleção de fotos e documentos históricos.

Uma Academia de Letras deve ser uma Instituição que agregue valores de grande estirpe na literatura e, de uns tempos para cá, também em outras artes. E Rosa tem todos os predicados.

Vejamos:

Graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1971, atuou em diversos veículos de comunicação no Brasil, como, por exemplo, as revistas Manchete e Fatos & Fotos, até se mudar para Paris.

Em 2024, ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro do ano, com o livro de crônicas Sempre Paris, publicado pela Companhia das Letras. Na obra, a escritora narra o tempo em que morou com o marido, o economista Celso Furtado, na Europa.

Segundo nos conta no livro citado, ao chegar em Paris, em 1973, foi freelancer, com o intuito de produzir reportagens para a Revista Manchete, na qual ficou até 1976. Em 1977, passou a colaborar com a recém-lançada Revista IstoÉ.

O livro reúne ainda 21 entrevistas, que incluem nomes consagrados como Ernesto Sabato, Georges Simenon, Julio Cortázar, Raymond Aron, Roland Barthes, entre outros. 

D´Aguiar permaneceu por 15 anos como correspondente brasileira na capital da França, mas decidiu deixar o “batente”, resolvendo, então, dedicar-se a traduções literárias e à edição de livros. Até que surgiu a ideia deescrever Sempre Paris, revivendo, com maestria, os tempos de jornalista.

Bem-vinda, Rosa Freire D’aguiar! Seu nome não só honra como engrandece nossa APL.

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