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Alberto Marinho

Muitos são os desafios que nós vendedores enfrentamos diariamente, o mercado incerto, a concorrência desleal, a famosa guerra de preço, a falta de liderança, o cliente que não consegue definir sozinho a compra, enfim, são inúmeros desafios que temos que enfrentar e primeiro devemos estar sempre otimistas, pois, a forma como vemos os desafios, determinarão se iremos sair vencedores deles.

O que você talvez você não saiba é que a maioria dos vendedores, desistem muito fácil, como falou Henry Ford:

“Há mais pessoas que desistem, do que pessoas que fracassam!”

pelo simples fato de não se verem vencedores, passam a vida inteira reclamando que não venceu por isso ou por aquilo, sempre querendo encontrar um “culpado” para o fracasso e dessa forma viverem uma vida “normal”.

A história que vou contar agora, é de um jovem hebreu, um menino que desde muito novo buscava dar o seu melhor, buscava sempre fazer mais do que se era pedido. Ele não era o primogênito de seu pai, porém, o mais amado por ele, e isso passou a gerar um grande inveja dos seus irmãos, que se reuniram e decidiram sumir com o irmão mais amado. Preparam um plano quase perfeito, o levaram para o deserto e o venderam para mercadores por meras 20 moedas de prata. Nessa época esse jovem hebreu tinha entre 17 e 18 anos ele era magro, mas muito atento e bastante inteligente, os mercadores que o compraram o levaram para o Egito,

“de filho amado, agora se tornou escravo.”

No Egito, ele foi vendido para Potifar (capitão da guarda do rei do Egito), agora como escravo o jovem hebreu passou a cuidar da casa, nesse período ele aprendeu a ler e a escrever e isso já o diferenciava ainda mais na casa de Potifar. Quando tudo parecia tranquilo e confortável para o jovem hebreu, ele foi preso, isso mesmo preso, após uma tentativa de sedução da mulher de Potifar, o jovem hebreu foi acusado de abuso e de filho amado, que virou escravo agora se tornava um prisioneiro do Egito.

Talvez você pense “caramba, muitos desafios para esse jovem hebreu, em tão pouco tempo viveu um turbilhão de emoções”, de fato muitas coisas aconteceram com ele, porém, sempre reagia às diversidades com muito trabalho, sempre focado em dar o seu melhor, independente de onde estivesse.

Na prisão ele ficou conhecido por sempre estar disposto a ajudar e trabalhar e a de também interpretar sonhos, certa vez ele interpretou os sonhos de 02 prisioneiros, um padeiro e um copeiro, no sonho do padeiro ele interpretou que ele seria enforcado em praça pública e no sonho do copeiro, que ele seria solto e voltaria para suas atividades, para a surpresa de todos os sonhos acontecem conforme dito pelo jovem hebreu.

Mesmo com todos esses acontecimentos, o jovem hebreu ainda estava preso, dois anos se passaram e ele como sempre buscava dar o seu melhor, ao ponto do chefe da prisão desejar a sua eterna permanência na prisão, ele era praticamente um braço de ajuda para todos na prisão. Em uma bela manhã o Faraó acordou angustiado, preocupado depois de vários pesadelos, ele resolve reunir todos os conhecedores da lei, os sábios do reino, em busca de ajuda-lo a interpretar os terríveis pesadelos, porém, ninguém consegue ajudar o Faraó, o copeiro presenciando toda essa agonia do seu rei, resolve falar que quando estava na prisão, um jovem hebreu interpretou sonhos e esses sonhos aconteceram, o Faraó então ordena que o tragam esse jovem hebreu “intérprete de sonhos.”

De filho amado, que se tornou escravo, prisioneiro, agora ele estava diante da autoridade máxima o Faraó, o jovem hebreu ouve atentamente os sonhos, fica um pouco em silêncio e após alguns minutos, resolve falar “serão sete anos de abundância e sete anos de profunda seca” o Faraó fica preocupado, inquieto e o jovem hebreu olha e diz “terás que ter uma pessoa para durante os sete anos de abundância educar todos do Egito para preparem reservas para os sete anos de seca e fome” o Faraó ouve tudo atentamente e diz

“Eu sou o faraó, mas sem a sua palavra ninguém poderá levantar a mão nem o pé em todo o Egito”

(Gênesis 41:44)

De filho amado, de escravo, prisioneiro, o jovem hebreu se torna agora JOSÉ – GOVERNADOR DO EGITO, o final da história você já sabe, o reino supera os sete anos de seca e fome, José reencontra-se com seus 11 irmãos e com o seu pai Jacó e todos voltam a viver em harmonia e prosperidade.

Agora você pode estar se perguntando

“o que a história de José do Egito, tem a ver comigo, com vendas e com o agora?”

te respondo TUDO!

José tinha tudo para ser um jovem com ódio no coração, ele tinha tudo para ter desistido, quando foi vendido como escravo pelos irmãos, quando se tornou prisioneiro, quando foi maltratado na prisão, mas José sempre respondeu a todos os desafios, com muito trabalho, buscando dar sempre o seu melhor, independente do lugar, do momento ou das circunstâncias.

Na minha visão, o que levou o jovem hebreu a se tornar o Governador do Egito, foi a sua incansável busca por sempre estar sendo a sua melhor versão, sempre buscar dar o seu melhor, ter temor a Deus e buscar aprender com tudo e com todos, essas características são facilmente encontradas nos campeões de vendas.

É exatamente isso que devemos fazer, dar sempre o nosso melhor, por mais que desistir pareça o caminho mais fácil. Lembre-se

“muitos são os que desistem, poucos são os que fracassam.”

Bons resultados e boas vendas!

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