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Josuel Gomes

Era uma tarde comum no Aeroporto de Congonhas quando resolvi fazer algo simples: pedir um sanduíche. Ao lado de fora do estabelecimento, um painel eletrônico me chamou a atenção. “Tempo de entrega do pedido: 7 minutos e 45 segundos.” Um sistema preciso, eficiente, com um totem intuitivo. Fiz meu pedido e, por curiosidade, ativei o cronômetro no celular para acompanhar. Com mais de 80 pessoas aguardando, confesso que duvidei da precisão daquele tempo. Fiquei observando a linha de produção, fascinado pelo ritmo frenético, mas organizado. Para minha surpresa, o sanduíche foi entregue aos 7 minutos e 35 segundos. Sim, dez segundos a menos. Pensei: “Como podem ser tão precisos?”

Outro dia , às 21h30, recebo uma mensagem do Mercado Livre. Estavam com problemas de trânsito e não conseguiram fazer a entrega no horário comercial, mas se eu não me incomodasse, o motorista poderia levar até minha casa naquela hora. Fiquei curioso. Aceitei. Não só entregaram o produto com um sorriso, como ainda pediram desculpas pelo transtorno e me solicitaram uma avaliação. Dei nota 11, embora o máximo fosse 10. Sim, esse “ponto extra” foi para reconhecer o esforço além do esperado.

Esses dois exemplos, simples mas reveladores, são o reflexo de uma gestão privada eficiente, voltada para o cliente, comprometida com resultados. Agora, imagine um cenário oposto. Você em um órgão público, municipal, estadual ou federal. O tempo de espera? O atendimento? A precisão? O pós-atendimento? Muitas vezes, somos atendidos como se estivessem nos fazendo um favor. A gestão pública, por natureza, parece distante, burocrática, emperrada, com raras exceções.

Estamos em meio a um fervor político. Trocas de acusações, promessas vagas, compromissos que soam falsos. A realidade é que, apesar de avanços tecnológicos e processos otimizados na iniciativa privada, a gestão pública ainda caminha a passos lentos. A sensação é de que, desde que me entendo por gente, pouca coisa mudou.

Costumo brincar com meus amigos: “O segredo é nadar com os jacarés sem ser devorado.” A verdade é que não vislumbro, no curto prazo, uma mudança significativa na gestão pública. Imagine só se adotassem métodos da gestão privada? Talvez, aí sim, pudéssemos sonhar com um atendimento de excelência, onde a população fosse tratada com a mesma consideração com que a iniciativa privada trata seus clientes.
Aqueles que estão postulando um cargo publico coloquem técnicos que entendam de gestão, assim teremos dias melhores.

Pense nisso. E bons negócios.


Josuel Gomes é empresário, CEO de várias empresas.

Instagram: @josuelgomes

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