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Professor Trindade

Numa linha pretensamente moderna, ancorada (sem trocadilhos) na figura salutar do âncora, disseminada, sobretudo, pela TV americana, estão surgindo “âncoras” na TV brasileira que fazem longos discursos, repletos de repetições, obviedades – descrição de cenas que as imagens da matéria já estão exibindo –  e um gaguejado insuportável.

Nesse último item, destaca-se na “Globo News” a figura “intragável” de César Tralli.

Inacreditável que um jornalista de longa estrada (pelo menos como repórter e correspondente internacional) cometa tantos erros primários em relação à TV como esse senhor!…

É irritante o “aaaaaahhhhh”; “ãããaaahhhh”; “aooohhhh” dele, em cada matéria que, no lugar de narrar e passar ao comentarista, “comenta”. Há momentos em que repete tanto o cacoete que chega a grunhir: “ahh”, “ãhhh”, no mesmo momento. Repete o que já foi dito pelo repórter, diz uma porção de bobagens, duvidosamente engraçadas – gracinhas das quais só ele mesmo ri – e, mais irritante ainda: faz um longo discurso antes de passar a palavra aos ótimos comentaristas Gérson Camarotti, Natuza Nery e o lendário Fernando Gabeira; e não faz pergunta: ele dá duas alternativas para o comentarista escolher uma. Em outras palavras: além do longo “introito”, ele “comenta” pelos comentaristas, restando, então, pouco tempo para o verdadeiro analista, que fica, é claro, constrangido. Às vezes, Gabeira não se aguenta e dá umas “alfinetadas” no sabichão.

Deixei de assistir à edição das 18. Pena que nas demais não dá para a gente ver esse trio maravilhoso de comentaristas, junto.

Indago-me:

Será que esse programa não tem diretor de TV (Não sei se ainda se chama assim; faz tempo que apresentei telejornal)?. Cadê o ponto eletrônico, nessa hora? Ou será esse César Tralli tão poderoso assim, a ponto de ser intocável?

Com a palavra, Ali Kamel.

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