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Hermes de Luna

Já estamos caminhando para dois anos de pandemia. Várias atividades já deram as boas vindas ao “novo normal”, com retorno de público. Isso em ambientes fechados, porque em espaços abertos, a volta não precedeu qualquer cuidado com protocolos sanitários.

Sem o risco de colocar em perigo uma vida sequer, a volta das atividades acadêmicas também se impõe como um desafio para as instituições de ensino superior. A Universidade Federal da Paraíba começa a debater esta semana a presença dos servidores técnico/administrativo em seus locais de trabalho. Foi o que revelou o reitor da UFOB, professor Valdiney Gouveia. A entrevista completa do reitor, em dois vídeos está disponível no blog Poder Política & Cia, que leva minha assinatura.

Bônus e reserva de mercado

Universidades federais de outros estados nordestinos, como a do Ceará, já passaram a plantar um bônus para os estudantes de que estudaram e concluíram o ensino médio por lá. Com isso, a nota que eles tiram no Enem ganham um bônus que os deixa em vantagem sobre concorrentes de outros estados que tentam entrar nas universidades públicas de lá.

Esse modelo deve (e pode) ser adotado pela UFPB. Até o dia 22 a proposta vai parar na mesa do Consepe. A proposta da reitoria é de que esse bônus para alunos paraibanos seja de 10%. Isso que dizer que, se o aluno que fez o Enem tirou nota 700, por exemplo, com o bônus, ganharia 70 pontos. A nota passaria para 770. Parece uma reserva de mercado, mas é preferível vê-la como um estímulos para que os futuros formandos fiquem na Paraíba e multipliquem seus conhecimentos no processo de desenvolvimento do Estado. Falo disso também, na seção Opinião, no blog Poder Política & Cia, que leva minha assinatura.

Mão de obra do futuro

Em tempo. Já é hora das instituições de ensino superior demandarem esforços para a formação de profissionais qualificados em áreas carentes. Tecnologia sempre terá espaços para novas profissões, mas um campo chama a atenção no Estado: a capacitação técnica em energias renováveis.

Podemos nos tornar um centro de excelência se investirmos na formação de profissionais que conheçam todas as abordagens de energia eólica e de energia fotovoltaica. A Paraíba deve ganhar nos próximos meses a planta da maior fábrica de placas fotovoltaicas do país. Teremos grandes parques de energia solar e fazendas eólicas estão se agigantando pelo interior do Estado. A hora de pensar grande já passou.

A crise hídrica no Estado

Em recente encontro com o governador João Azevêdo, onde o gestor foi apresentar ações adotadas por sua equipe aos conselheiros, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), Fernando Catão, fez um sério alerta: a crise hídrica no Estado avança pelo interior. Dias depois, estava confirmado o racionamento em Bananeiras e Solânea, pelo colapso na barragem de Canafístula.

Agora, o governo corre atrás para encontrar uma saída dessa crise. Nesta quarta-feira (15), em Brasília, em encontro com o o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, o governador solicitou empenho e verba para a construção de uma adutora que possa levar água à região do Brejo.

João Azevêdo vai ter também que canalizar suas energias para convencer a bancada federal se unir e apresentar emendas, incluindo as impositivas, para assegurar recursos dentro do Orçamento Geral da União 2022 para essas obras. O corre-corre para abocanhar as emendas do OGU começa no próximo mês.

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