Início Colunas
Hermes de Luna

A escolha do deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP) para liderança da Maioria no Congresso Nacional tem, nos bastidores, uma queda de braço dentro do “Centrão”. Embora do mesmo partido do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL), ficou claro que não foi digerida a articulação de Ribeiro para tentar ser o candidato com apoio de Rodrigo Maia (DEM-RJ), na sucessão da presidência da Câmara.

Arthur Lira queria outro nome na liderança da Maioria da Casa que ele comanda e a relação com o paraibano foi esfriando – para evitar dizer, fritando – ao ponto de haver cobranças públicas pelo parecer final da reforma tributária. Esse foi só um capítulo público, porque nos bastidores ocorriam (e ocorrem) mais conflitos entre os progressistas.

Aguinaldo foi anunciado como líder da Maioria no Congresso Nacional e, no dia seguinte, já estava anunciado como o breve novo ocupante de sua cadeira na Câmara o deputado Diego Andrade (PSD-MG). Trata-se de um compromisso que foi firmado na época da eleição que transformou Arthur Lira em presidente da Câmara Federal. O PSD de Andrade estava do lado de Lira. Aguinaldo, não.

O líder da Maioria não comanda diretamente uma bancada, como é o caso dos líderes partidários, mas o posto é importante porque quem o ocupa participa das reuniões que definem a pauta de votações da Casa. Também tem a possibilidade de ter protagonismo nos debates em plenário.

A Maioria é sempre o maior partido ou bloco da Casa. Esse grupo, atualmente, é o aglutinado por Lira. O líder é  o também paraibanoHugo Motta (Republicanos) – há dois cargos de liderança, o do bloco e do a Maioria. O PSD de Diego Andrade faz parte do grupo. Em 2020 ele foi líder do partido na Câmara.

Há outros 3 postos de liderança que não são ligados diretamente a bancada partidária. Governo, ocupada por Ricardo Barros (PP-PR); Minoria, que ficará sob Marcelo Freixo (Psol-RJ) em 2021; e Oposição, cujo líder neste ano será Alessandro Moron (PSB-RJ).

O cargo de maioria do Congresso Nacional não existia oficialmente. Foi articulado pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira PP-PI), que desenhou nos moldes do amigo paraibano.

Aguinaldo ganhou força e mostrou força junto à direção do seu partido. Internamente, o “Centrão” tem uma arrumação importante, na definição de quem manda, quem sabe jogar nos bastidores, que está no alto clero e quem ficou para trás, no baixo clero. Aguinaldo, que já foi líder e já foi ministro, continua na prateleira de cima, com todas as honrarias partidárias. 

Comentários

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será revelado.

publicidade
© Copyright 2021. Portal Correio. Todos os direitos reservados.