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Josuel Gomes

Na vida geralmente queremos dar aos nossos filhos mais do que tivemos. No fim das contas, isso ajuda ou atrapalha?
Quando li o livro “O segredo das mentes milionárias”, em que você descobre através de várias histórias qual é a sua relação com dinheiro, fica claro que você viveu as crenças dos seus pais e como estão relacionados tanto com a sua educação financeira, como também influenciam na sua forma de empreender. Junto disso, depois de ver o seguinte provérbios “Não deixe dinheiro para os seus filhos, pois se forem tabalhadores não precisam e se forem preguiçosos não merecem, deixe ensinamentos”, perguntei-me: o que deixar para meus filhos?

Eu já tinha condições de oferecer muito mais que já tinha recebido como criança, mas não queria “estragar“ a educação deles. Com esse pensamento em mente, resolvi ensinar a minha filha algumas coisas, e foi aí que aprendi uma grande lição, pois conhecimento é algo que você divide e ele se multiplica.

Na época ela tinha então 8 anos e eu, na tentiva de descobrir o seu talento perguntei: “O que você faz bem? O que você gosta de fazer?” O que eu queria saber, na verdade, era o que ela faria na vida se dinheiro não fosse problemas. E a resposta foi: “eu gosto de pintar!” Com isso, logo fui em uma loja e comprei os produtos necessários: quadro, pincel e tinta, e em seguida montamos a empresa dela (ver a coluna “Não existe empresa pequena”), pois tinha produto, clientes, mão de obra e outras coisas mais que as empresas têm. Assim, ela iniciou a produção, montou sua própria galeria na varanda de casa; para explicar de maneira didática, gastava de material: R$ 10,00 do quadro, R$1,00 de tinta, pincel, pintava 5 quadros perdia 3, e vendia a 15,00 reais, ou seja o negocia acabava dando prejuízo, mas o objetivo não era ser lucrativo e sim ensinar, criar um modelo mental, e depois o dinheiro vinha pelo trabalho.

As sextas-feiras a tarde depois da escola era hora da aula de campo (ela estudava de manhã), e passava a tarde comigo; íamos visitar clientes e depois ela fazia um relatório, dizendo o que viu e aprendeu, ia no caixa da empresa e recebia mais R$ 10,00 (reais) pela tarde de trabalho. O livro ensinava que do faturamento dela, era necessário gastar a metade e guardar a outra, pois se guardasse tudo ficaria um modelo mental “muquirana”, e se gastasse todo ficaria “gastadeira”, não criaria o modelo de poupança, de fluxo de caixa, de guardar um pouco para momentos mais desafiadores que com certeza a vida nos proporciona.

O que esta história tem de correlação com o seu negocio? O que tem a ver com network?

Vou explicar! Lembra que falei que as sextas-feiras ela passava a tarde comigo? Pois bem, a cada cliente, gerente de banco ou pessoa que falava comigo, olhava pra ela e dizia: “Eita garotinha linda, quantos anos ela tem? É sua filha?”, ela não perdia uma oportunidade e dizia: “Quer quadro?”. A pessoa ficava sem entender e ela repita a pergunta afirmando que vendia quadros.

Foi aí que entendi a importância de você vender para a sua rede de relacionamentos, de você está sempre oferecendo seus produtos e serviços. Mas ao mesmo tempo precisa ser feito de forma natural, para não ficar chato.

Conheço alguns empresários que se aproximam de você só para oferecer o produto que vendem, e não é disso que estou falando. Vamos usar o caso das redes sociais: é comum ouvimos a expressão “cria um perfil e vende pela internet”. Mas não é assim no mundo digital, primeiro você cria uma comunidade, para depois oferecer algo. Portanto, no mundo off-line também precisa ser assim, é preciso também ajudar outros empresários para que eles também te ajudem em um processo sadio de ganho e por vezes, mesmo que você não receba nada em troca. Isso é algo que aprendi muito cedo, pois minha mãe sempre me dizia: o bem ou mal que fazemos aos outros, reverte sobre nós. Assim nos negócios se você quer que seu network compre de você, compre dele também, se você quer ser o indicado, indique também! Com o seu concorrente as vezes é preciso competir, mas as vezes é preciso cooperar, afinal estamos todos no mesmo mercado, e como diz a oração de são Francisco “É dando que recebe, e se o outro não fizer? faça a sua parte”. Quem sabe você não ganha pelo menos uma estrelinha no céu?

Como anda seu network? Com quem você esta se relacionando? Dizem que você é a media das 5 pessoas com quem você está se relacionando. Agora vou mais além: o que você esta lendo? Se é que está, livros, artigos de negócios ou de fofocas? Quais são os grupos de WhatsApp que você passa mais tempo? São grupos que te aproximam do seu objetivo ou distanciam?

O filme “A procura da felicidade” tem uma cena que mostra o protagonista andando a pé e chegando perto de um cara que está com um carro de última geração e pergunta “o que você faz? e como você faz?” e quando o cara responde, ele vai fazer a mesma coisas para ter as mesmas coisas, ou seja, se é possível para um ser humano, é possível para mim, esse processo chama-se metamodelagem.

Agora pergunte-se: estou fazendo mais? Estou buscando melhorar a minha performance? Como tenho me preparado? Lembre-se o mundo mudou e exige a cada dia novas competências, novas habilidades e novas atitudes.

Você, que é profissional liberal, empresário, participe da associação do seu sindicato, do seu clube, aprenda a compartilhar os seus aprendizados. Antigamente tinha poder quem guardava só pra ele os conhecimentos, hoje tem quem compartilha conhecimento.

Lembre-se network é um grande patrimônio, assim a partir de agora toda vez que te apresentarem alguém, pense como podes fazer uma troca justa, ética e licita para o dinheiro que está na conta dele possa ir para o sua!

E NÃO ESQUEÇA: “QUER QUADRO?”
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