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Ivo Marques

Amanhã é dia de mais um clássico tradição, um encontro entre os dois melhores times da atualidade do futebol paraibano e favoritos ao título do campeonato estadual deste ano. Que pena, este encontro deveria ser um pouco mais para frente, quando as duas equipes tivessem jogado mais na competição. Mas quis a tabela que fosse assim, e agora é esperar que seja um grande jogo, e quem sabe, será decisivo para definir quem será o primeiro e segundo colocados da fase de classificação.

É bem verdade que o campeonato está apenas começando e que ainda teremos alguns jogos pela frente para se afirmar isto, mas por tudo que aconteceu antes do início da competição e também na primeira rodada, não é nenhuma loucura se pensar assim. Se não, vejamos. Botafogo e Treze têm as folhas salariais mais altas da competição. São também os únicos clubes que já entraram no campeonato em ritmo de competição e vinham enfrentando grandes times do futebol nordestino, enquanto os demais estavam realizando jogos-treino com equipes de baixo nível técnico. A diferença de ritmo pôde ser verificada nos jogos envolvendo os dois grandes na primeira rodada.

Em Campina Grande, o Galo atropelou o Atlético com uma goleada de 4 a 0 e poderia ter sido de mais. Convenhamos que o Atlético este ano é um forte candidato ao rebaixamento, mas mesmo assim, o Treze deitou e rolou, dada a diferença técnica, também de ritmo de jogo e condicionamento físico.

Já em Sousa, o Botafogo venceu o Sousa, por 1 a 0, com dificuldade, mas além do Sousa ter sempre um bom time, quando joga no Marizão tem sido praticamente imbatível nos últimos anos. Mesmo sem fazer uma grande exibição, o Botafogo foi melhor na partida, até quando estava na frente no placar e resolveu se fechar e chamar o Dinossauro para cima. Mas faltou ao time da casa competência, quando perdeu um pênalti, e até perna para buscar o empate, se limitando a jogar bola na área do Belo, facilitando as coisas para a defesa.

Deu Galo e deu Belo, como se previa, e agora os dois times vão medir forças nesta quarta-feira para ver quem está melhor do que o outro. Já nos outros jogos da primeira rodada também não houve grandes surpresas. Nacional e Perilima se equivalem e o empate, em 1 a 1, foi de bom tamanho para os dois, apesar do time da casa ter jogado um pouco melhor do que o adversário.

Para muitos, a derrota do Campinense para o São Paulo Crystal, por 2 a 1, foi uma zebra. Não acho assim, primeiro porque a Raposa só mostrou futebol até agora em amistosos. Quando jogou de forma oficial, foi humilhada pelo Bahia e levou uma goleada de 7 a 1, dentro de casa. Claro que não dá para comparar o Bahia com os clubes paraibanos, mas também a distância entre o time de Salvador e uma grande equipe do nosso futebol, jogando em casa, não é e nem pode ser deste tamanho.

Um outro fator que pesou na derrota do Campinense foi a condição do gramado do Carneirão. As chuvas castigaram o local e como o gramado não tem um bom sistema de drenagem, virou um lamaçal, praticamente inviável para se praticar um bom futebol profissional. Isto favoreceu ao time da casa, porém, mesmo em condições normais, jogando em Cruz do Espírito Santo, o São Paulo Crystal seria um osso duro para a Raposa roer, porque o Rubro-negro não tem um elenco tão superior assim ao adversário, que me desculpe os raposeiros.

Vem agora aí a segunda rodada, que começa amanhã. O clássico não tem favoritos, não só porque é um clássico, mas também porque no momento as duas equipes se equivalem tecnicamente falando. Em Cajazeiras, o São Paulo pode aproveitar o bom momento e até vencer o Atlético, passando por sérios problemas e tendo dispensado até o técnico, após a goleada sofrida para o Galo.

Perilima e Sousa é um jogo muito igual, porque jogando em Campina Grande, a Perilima tira o favoritismo do Dinossauro, que precisa vencer para se recuperar da derrota para o Botafogo. Qualquer resultado aí não será uma surpresa. Já o Campinense, em casa, poderá conseguir a sua primeira vitória na competição, diante do Nacional de Patos. Porém, pelo que vi dos dois times, o Canário do Sertão pode tornar as coisas difíceis para o lado da Raposa.

Nunca é demais lembrar que o Campeonato Paraibano deste ano é uma competição de tiro curto, com apenas 8 equipes e jogos apenas de ida. Isto quer dizer que qualquer ponto perdido pode ser decisivo para a colocação dos clubes após os 7 jogos. Não há muito tempo, nem muitas partidas para a recuperação.

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