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Lázaro Farias

O incêndio que ocorreu no centro histórico de João Pessoa na última segunda-feira, escancara um problema que é de todos nós e precisa ser resolvido.

As chamas que consumiram o prédio localizado na rua Peregrino de Carvalho, nas proximidades da Igreja da Misericórdia, nos desafia a conseguir cuidar do nosso maior patrimônio de forma equilibrada, inteligente e progressista.

Abandonado há muitos anos, o local que remonta o passado de João Pessoa, está fadado a incêndios, desmoronamentos e destruição. Algo precisa ser feito.

Além dos esforços já apresentados e que tem certa valia, é preciso mais.

Habitar o Centro Histórico está na ordem do dia. Ocupar os espaços com uma gama de serviços públicos que atraia centenas de pessoas diariamente, também é fundamental.

Promover turismo com a finalidade de propagar a história de João Pessoa, através do conhecimento que está diretamente relacionado as ruas, becos e avenidas da cidade antiga, seria um espetáculo de cultura, para milhares de pessoas durante o ano.

Adicione a isso segurança pública, do contrário ninguém mora, nem visita, muito menos busca serviços ou produtos no comércio local.

Por último, porém mais importante do que tudo que expus aqui, é a flexibilização do protecionismo do patrimônio cultural.

Não permitir que se altere nada no Centro Histórico de João Pessoa, tem promovido uma barreira intransponível que desestimula o empresário, o político e a população. Uma sentença de morte para um local que precisa de vida para poder seguir existindo.

Não estou a defender o desmonte de um lugar culturalmente tão “sagrado”, mas tão somente, uma pequena abertura para que ele seja visto e visitado.

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