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Alberto Marinho

Acho que a vida é como um jogo de videogame.  Eu sempre fui apaixonado por games. Sempre gostei do desafio, dessa coisa de tentar, tentar, até conseguir vencer.  Eu ganhei meu primeiro videogame quando eu tinha 12 anos. E não demorou pra eu perceber que podia fazer uns trocados por dia. Coloquei uma cartolina na porta escrito “jogue no moderno playstation, 50 centavos a hora.” A casa não cabia de tanto menino pra jogar. Era tanta gente lá em casa que minha mãe deu a ordem de eu encerrar as atividades, ela disse “ou acaba essa bagunça ou eu acabo com esse playstation” pois é… Fechei minha primeira empresa aos 12 anos.

Eu ajudava minha mãe numa banca no parque Solon de Lucena. Ela trabalhava como cambista de jogo do bicho e criava os três filhos com o dinheiro que ganhava. Ali bem de frente abriu uma loja de videogames e eu fiquei louco. Ia lá todo dia ficar olhando as pessoas testando os jogos. Comecei a fazer alguns pagamentos para o Sr. Luiz, alguns serviços básicos e, de repente, eu já estava trabalhando de funcionário na empresa. Trabalhei lá por uns seis meses, depois trabalhei numa locadora de videogames por outros nove meses, tudo isso conciliando trabalho e estudo. Até que fui parar no famoso terceirão.

O terceirão é um shopping popular que vende de tudo. Eu fui indicado por uma madrinha para trabalhar na loja de games de Sr. Adauto. Lá o desafio era maior. Porque, além de eu estar pela primeira vez trabalhando diretamente com as vendas, nossa loja era só mais uma entre dezenas que ofereciam os mesmos produtos. Foi aí que eu percebi que precisava de um diferencial.

Quando recebi meu primeiro salário fui numa banca ao lado e comprei alguns dvds sobre empreendimento. Assisti aqueles dvds centenas de vezes, até aprender a entender, a me importar e a oferecer o melhor atendimento os meus clientes no terceirão. Deu resultado. As vendas da loja do sr. Adauto explodiram.

Aos 18 anos entrei para o exército e me tornei um soldado técnico em informática, graças às minhas experiências anteriores. Saí do exército, voltei pro terceirão, saí pra trabalhar numa empresa de informática e passei no vestibular para cursar marketing, abri uma sociedade com um ex-colega de quartel, tudo isso acontecendo de uma vez. Eu estava numa ascensão meteórica em minha carreira. Foi aí que tudo desmoronou.

Sofri um acidente de moto aos 21 anos, que me deixou fora de ação por um longo período de tempo. Atrasei meu curso, perdi a sociedade com meu ex-colega do quartel, perdi dinheiro e o pique pra trabalhar… Perdi tudo. Bom… Quase tudo.

Parece coisa de cinema, mas é verdade, eu me apaixonei pela enfermeira que me socorreu. Aprendi muito com ela. Ela me trouxe uma nova luz, me incentivou a terminar o curso, me ajudou com a monografia, me deu o maior apoio quando comecei a gerenciar uma gráfica, e, aos poucos, minha vida, com a ajuda dela, foi se equilibrando novamente.

Era mais uma fase superada no jogo da vida.

Em julho de 2014, um mês antes do nosso casamento, eu tive uma ideia que mudaria pra sempre minha história.  Pegar todas as nossas economias e comprar uma franquia na área de educação empresarial, uma empresa conhecida nacionalmente, com mais de 16 anos de mercado. Minha esposa ficou preocupada, e com certa razão, né? Nós estávamos prestes a casar e nossa situação financeira ficaria totalmente comprometida. Ela me perguntou “Alberto, isso realmente vai dar certo?” Eu disse “Edclecia, pode ter certeza de que eu darei o meu melhor, e em menos de 12 meses terei esse dinheiro de volta. Se essa franquia não der lucro aqui em João Pessoa, não dará em nenhum lugar do mundo. Eu só preciso que você confie em mim”.

Hoje, a empresa conta com mais de 10 mil pessoas treinadas ao longo dessa história, sempre com índice de satisfação de 98%.

Continuo acreditando que a vida é como um jogo de videogame. Você começa sem nada e vai conquistando tudo aos poucos. Vai ter que cair algumas vezes, mas são derrotas necessárias. Perder às vezes é a única forma de se aprender o jeito certo de passar de fase.

O jogo da vida está aberto pra todo mundo. Você só precisa acreditar que tem o que é necessário pra vencer. Tem que teimar, tem que insistir, tentar quantas vezes for necessário. É só manter em mente que existe uma forma de se vencer. Nenhum jogo é impossível de se zerar.

Eu arrisquei, eu cai, eu perdi tudo, eu recomecei, eu aprendi, eu conquistei.

Hoje sou Empresário, Palestrante, Mentor de Empresas, Instrutor, Especialista em Vendas e considerado no meio empresarial como uma das maiores autoridades em vendas e estratégias de vendas do Brasil. Também sou coautor dos livros Vendas a Chave de Tudo (2017) e Como se tornar um Campeão de Vendas (2018).


Conheça o Autor:

Alberto Marinho

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(83) 9 9676-0127

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www.instagram.com/albertomarinho.vendas

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