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Lázaro Farias

O episódio de fechamento dos portões do PP (Parque do Povo), seguido pela invasão praticada por pessoas que não aceitaram ficar do lado de fora do espaço, durante uma das programações do Maior João do Mundo 2024, deve nos levar a varias reflexões.

O sistema de segurança está realmente adequado para o evento? Esse é o primeiro questionamento que nos vem a lume, e de fato se trata de uma área bastante importante, que se relaciona diretamente com o episódio lamentável. Mais polícia e estratégia de segurança em todos os sentidos, sempre vão ajudar a evitar esse tipo de situação.

O famoso PP, ainda é capaz, mesmo com a ampliação que foi feita, de sediar um festival musical tão grande em todos os sentidos, como a festa se tornou? A necessidade de construção de outro local se tornou algo inevitável? Esse debate também é absolutamente válido. Ele determina qual será no futuro, o local da maior festa de Campina Grande.

A presença do mercado privado, tomando conta de uma fatia significativa do evento, de olho apenas no lucro, é mesmo uma experiência melhor? Ou a promoção feita pelo poder público, como acontecia no passado, seria mais democrática? Esses elementos também estão em jogo. Não dá pra negar.

Dentro da combinação de matizes que elencamos acima, a responsabilidade direta da prefeitura, do governo da Paraíba e do mercado privado, estão Indissociáveis, ou seja, não dá para separar.

Mesmo assim, o que vimos de forma lamentável, foi a troca de acusações e transferência de responsabilidades. O que é muito pequeno, diante do Maior São João do Mundo.

Mas o que não se pode esconder sobre a invasão ao PP, é o papel exercido por quem participou o ato. Isso não pode ser narrado em forma de romance. O PP é do povo, mas somente enquanto cabem pessoas dentro. Depois disso, quebrar a regra, invadir, botar os portões abaixo é vandalismo, anarquia, desordem. Está errado.

Isso precisa ser dito com franqueza, com verdade, mas pasmem, eu escutei até discursos de incentivo, vindos de quem jamais deveria se pronunciar num tom tão irresponsável. Vandalismo, nunca pode ser enaltecido, pelo contrário, precisa ser repreendido.

O fato é que tudo que foi discutido aqui na nossa coluna, nos vários meios de comunicação, nas redes sociais, entre as autoridades e até mesmo no boca a boca do povo, podem menos, do que um remédio eficiente chamado CIVILIDADE.

A tradução é simples: conjunto de formalidades, de palavras e atos que os cidadãos adotam entre si para demonstrar mútuo respeito e consideração; boas maneiras, cortesia, polidez.

É sobre isso.

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