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Guilherme Baía

Finanças tem uma aura de assunto que poucos entendem. Não precisava ser assim, mas até mesmo durante o meu curso de Administração vi poucos colegas interessados em finanças. Acho que isso me motivou ainda mais para me interessar pela área.

Vamos lendo os clássicos, vamos aprendendo a lidar com as ferramentas e vamos falando termos que são específicos demais para quem é de outras áreas compreender. Ah, Finanças envolve Números e muita gente não gosta deles e aí temos outro problema.

Há quem coloque os números e sua racionalidade também com uma aura superior. Quem fala de números dificilmente é contestado. Aprendemos que sempre 1 mais 1 será 2. Quando, numa argumentação, alguém se sobrepõe, em geral usou números.

E há quem ache que lidar com sentimentos é lidar com coisas inferiores. Não é. Aquele homem que demonstra sentimentos não é inferior e o psicólogo não entende menos das coisas que os financistas. Mas eles conversam? Psicólogos e financistas eu sei que sim (um beijo). Mas números e sentimentos conversam? Números são precisos e sentimentos são difusos. Números são linhas retas e sentimentos são nuvens. E ambos formam uma bela composição.

E para lidarmos bem com as finanças precisamos comungar bem ambos, pois números e sentimentos precisam estar em sintonia. O objetivo e o subjetivo precisam conversar. Um bom exemplo disso é que o dinheiro é bem gasto (objetivo) quando ele contribui com quem queremos nos tornar (subjetivo).

o dinheiro é bem gasto (objetivo) quando ele contribui com quem queremos nos tornar (subjetivo)

Exemplificando melhor: se seu objetivo é viver uma vida modesta, você erra quando compra uma casa maior que o que precisa ou um carro mais caro que o que precisa. Se você quer viver uma vida fitness e ensinar os seus valores para seu filho, errará ao comer fast-food com ele.

E os sentimentos, nesse caso precisam ser sinceros. Você realmente quer viver uma vida modesta ou é uma autoenganação?

Ao definir bem quem você é, o que valoriza da vida e como quer vive-la, será muito mais fácil definir não só os gastos, mas o patrimônio, a necessidade de cobertura dos seguros, os produtos bancários, o perfil nos investimentos e tudo o mais que disser respeito às suas finanças.

Ser sincero consigo mesmo vai te permitir, inclusive, entender que planos são além das suas capacidades. Ser honesto consigo, mas amparado pelos números pode levar você a perceber melhorias que um medo irreal te travaria. Sempre assim: números e sentimentos lado a lado e você chegará lá onde quer que você defina o seu “lá”. A matéria prima das finanças é o Objetivo, Plano, Meta que só são definidos pelos desejos e sentimentos de quem vai aplicar o dinheiro.

O resto, é definir como as decisões vão te aproximar dos Objetivos, mas para essas decisões, melhor ter um Planejador ao seu lado.

Guilherme Baía

@guilhermebaia

Planejador Financeiro Fiduciário, cuja missão é entender os seus valores e ajudar você a lidar melhor com o dinheiro e atingir seus objetivos de vida.

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