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Josival Pereira

Com novos decretos do Governo do Estado e das principais prefeituras, a Paraíba começa mais uma fase no combate à Covid-19. Uma nova abertura.

Volta basicamente ao que era há 40 dias. A diferença é que, naquele momento, os técnicos e autoridades sanitárias sabiam que havia uma onda de avanço da pandemia quase sem controle. Fechou-se. Hoje, avalia-se que a tendência é de recuo da expansão do vírus. Abre-se, embora de forma gradual.

O que referencia novo estágio? O secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, observa que a taxa de transmissão do coronavírus está abaixo de 1%, que praticamente não existe mais fila de espera por leitos e que a pressão hospitalar se acomodou.

Na mesma linha, o prefeito de João Pessoa garante que os técnicos da Saúde municipal dispõem de dados que também identificam uma tendência de queda nos índices da pandemia.

Os cientistas e técnicos dos comitês de estudos têm fé, mas não dá para esconder que os números da pandemia ainda estão elevados. O boletim epidemiológico dessa segunda-feira (5), que sempre traz os números mais baixos, registra 1.053 novos casos, com 43 óbitos.

A Paraíba já bateu os 6 mil mortos. Oficialmente, 5.949, mas existem 85 óbitos em investigação. Nos últimos boletins, João Pessoa sempre aparece com mais de 20 mortes por dia. A média é alta.

A pressão hospitalar não deu trégua do domingo para a segunda-feira. No Sertão, a taxa de ocupação de leitos voltou aos 90%. Em João Pessoa está em 86%.

Neste contexto, a liberação de atividades parece um risco, mas a pressão social está se impondo, em nome da economia e também como rescaldo da cultura negacionista. Atende os comerciantes de todos os segmentos, mas também aos setores mais populares. A necessidade de renda imediata está gritando mais forte.

O que fazer, então? Em tese, além da lenta vacinação, resta esperar que a fiscalização faça cumprir as restrições e apelar para a consciência de todos.

Mas, aqui pra nós, como as fiscalizações não têm funcionado e a consciência coletiva é produto frágil nesta guerra insana, pelo visto, o único caminho agora é apelar para que cada um cuide de si. E seja o que Deus quiser.

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