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Josival Pereira

O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi, descortinou o movimento para fazer do senador Veneziano Vital Rêgo candidato a governador da Paraíba, em entrevista ao programa Correio Debate (rádio 98.3 FM).

Desejo da direção nacional do partido e do próprio Veneziano e seu entorno familiar e político, porque Baleia Rossi não se abalaria a participar de programas de rádio na Paraíba a defender a candidatura se não houve o anseio direto do senador paraibano.

Mas por que, então, o próprio Veneziano não manifesta seu desejo abertamente e inicia as articulações para viabilizar seu projeto?

O problema é o tênue laço que ainda o liga ao governo do Estado e o jogo, de parte a parte, para construção de narrativas para explicar o desenlace.

O próprio Veneziano já ensaiou sua narrativa algumas vezes. Teria sido o primeiro a manifestar apoio à reeleição do governador João Azevedo, mas sofreu retaliações sem justificativas. Tomaram o Podemos (partido) do controle da esposa Ana Cláudia e, depois, fizeram a desfeita de não convidá-la para formação de mesa em um evento do governo em Campina Grande. Além disso, o governador teria se aproximado de seus principais adversários – o deputado Aguinaldo Almeida (PP) e o ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD).

O governador João Azevedo, por sua vez, através de porta-vozes, já sustentou que, antes de tudo, Veneziano já tramava candidatura a governador em encontros com o ex-senador Cássio Cunha Lima, em Brasília. Deverá sustentar também que Veneziano sempre quis ser candidato a governador e, se não assumiu, era para manter cargos de aliados no governo.

Quem vai precipitar a gota d’água do rompimento e quem vai ganhar a guerra de narrativas só o tempo dirá, mas uma coisa é certa: não se pode mais esconder o movimento em favor da candidatura de Veneziano a governador.

Veneziano, no entanto, tem alguns problemas para resolver. Precisa que a direção nacional do MDB assegure toda estrutura de candidatura, uma vez que o partido praticamente não existe na Paraíba e grande parte do pouco que existe deverá ficar com João Azevedo.

Precisa convencer o PT nacional e local. Precisa convencer o ex-governador Ricardo Coutinho, que pode não querer estimular o crescimento de lideranças em seu território. Precisa convencer o ex-prefeito Luciano Cartaxo a arriscar disputar o Senado. Como se vê, ainda existem umas pedrinhas no caminho, mas a pretensão está posta e tem viabilidade.

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