Início Colunas
Juliana Coelho

Você, caro leitor, já deve ter percebido a crescente preocupação de empresas como Magazine Luiza, Netflix, Apple, CeA, Nubank, Avon e Ponto Frio em desenvolver um relacionamento próximo e pessoal com seus clientes na internet, demonstrando uma preocupação crescente em ouvir a audiência e produzir conteúdo que transforme simples clientes em fãs e, logo, propagadores da marca.

Isso acontece porque o consumidor já não responde ao estímulo/resposta tradicional do marketing focado apenas em uma relação comercial. A chave do sucesso nas vendas tem sido o branding para que os clientes compreendam os valores da marca e se identifiquem com eles.

Isto quer dizer o que, caro leitor? Que o seu consumidor, independentemente do tamanho da sua operação ou empresa, quer se relacionar com sua marca! E com a pandemia de COVID 19, isso foi acelerado de forma exponencial no mundo digital, através das redes sociais, qualquer que seja seu nicho de mercado.

Esse é o famoso Marketing de Relacionamento. Uma estratégia que envolve construção de marca através de autoridade e credibilidade para a aquisição e fidelização de clientes. Com o público próximo, conhecendo detalhes do que você faz, as chances de agregar valor e de converter vendas cresce substancialmente.

Pois bem… Já imaginou ter todo o trabalho de construir seu planejamento de marketing, ter investido dinheiro e tempo em uma identidade visual, ser reconhecimento no mercado, e, depois já ter criado autoridade e credibilidade perante sua audiência, receber uma notificação para parar de usar a marca, porque alguém já registrou ela perante o INPI? Pois é… e isso acontece diariamente.

E como é possível se proteger e ter exclusividade no uso da marca? Através do registro da marca (Clica aqui para saber mais sobre o assunto) perante o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI), um procedimento ainda desconhecido por muitos.

E foi justamente pensando nisso que eu preparei essas dicas para que você blinde sua marca em todo território nacional, seu principal ativo e a alma do seu negócio, de problemas:

Antes de iniciar um negócio, contrate um profissional habilitado para fazer uma busca na base do INPI e analisar se a marca que você quer colocar no mercado está disponível para o seu ramo empresarial e já dar início ao processo de registro da marca. Porém, ATENÇÃO: o trabalho de registro de marca precisa ser feito por um especialista, pois, a proteção se dá por classes, e, se feito incorretamente, pode te trazer várias dores de cabeça, inclusive a ausência de proteção!

Mas, Juliana, já iniciei meu negócio, e agora? Calma! O caminho é o mesmo: é preciso fazer uma consulta perante o INPI para ver a viabilidade do registro e quais os riscos que sua empresa já está correndo. Mas, infelizmente, se outra empresa fez o registro da marca antes de você será necessário fazer o famoso rebranding e dar uma nova cara a sua marca.

Ah! Uma última informação… O INPI tem redução de taxas para MEI, EPP, ME e pessoas físicas, além de um procedimento diferenciado e mais ágil para empresas de tecnologia e startups registradas através do INOVA SIMPLES.


Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Me manda um email: [email protected] ou me segue no Instagram: @julianacoelhotm

JULIANA COELHO é advogada de empresas e startups, sócia fundadora do CMRD Advogados e professora universitária, além de Mestre em Direito pela UFPB e certificada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e pela World Intellectual Property Organization.

Comentários

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será revelado.

publicidade
© Copyright 2021. Portal Correio. Todos os direitos reservados.