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Sony Lacerda

O que fazer quando uma amiga querida liga e pergunta sobre quando a vacina chegará à casa dela. Acredite, a resposta é, na maioria das vezes, desalentadora. Quem tem idosos dormindo ao lado, e se preocupa com eles, sabe o poder dessa resposta. Muitas vezes me pego dizendo: “está mais perto que longe”. Mas, óbvio, isso não basta e nem deveria.

Ainda mais quando se anda nas ruas e vê pessoas se aglomerando festejando, “peitando” a doença, como diria “lá em nós”, sem a menor preocupação com a vida, e isso inclui a deles próprios. Precisamos de respostas ágeis, nesse caso do poder público, e das pessoas que insistem em bater perna por aí.

Muitos dizem que não adianta “fechar”, não adianta decreto, porque no Brasil as pessoas não são disciplinadas, “não vão cumprir”. É bem verdade que o brasileiro, na sua imensa maioria é assim. Mas, quando a morte bate à porta, não tem um que não peça para não morrer.

Sim, porque quando os decretos fecham, reclamam. Mas, se abrir, o caos nos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento reinam. E aí, você, que estava na rua sem máscara, sem isolamento social vai reclamar do atendimento, agredir médico e vai se desesperar. E não vai adiantar. É uma bola de neve.

O ideal seria que ninguém esperasse por ninguém. Cada um fazendo sua parte, em um mundo real mesmo. Não apenas em um mundo paralelo onde a Covid-19 é apenas fantasia. Quiséramos nós que fosse apenas uma fantasia…

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