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Hermes de Luna


Em entrevista exclusiva à TV CORREIO, o ministro da Saúde, médico paraibano e cardiologista Marcelo Queiroga, trouxe uma informação importante, que reforça a esperança dos brasileiros. Na próxima semana, ele deve assinar acordo de transferência de tecnologia para produção de vacinas da AstraZeneca/Oxford, o que vai permitir a “autonomia absoluta” na produção de vacinas no Brasil, via Fiocruz.

Outra informação que o ministro da Saúde trouxe foi a de um contrato com a Pfizer, para garantir 220 milhões de doses de vacina até o fim do ano para o Brasil. Ele reforçou, com essas informações, que a expectativa é vacinar toda a população brasileira até o fim do ano.

Marcelo Queiroga assumiu o cargo num momento conturbado do governo Bolsonaro. Após sua posse, seis ministros pediram pra sair ou foram exonerados. A pandemia sofria pressão de uma CPI no Congresso, que acabou sendo instalada via Senado Federal, e os números de casos de Covid 19 não arrefeciam.

Ele fez uma promessa de vacinar 1 milhão de brasileiros por dia. Dia sim, digo, bate essa meta. Segundo o próprio Ministério da Saúde, o Brasil tem 38 mil salas de vacinação e capacidade de vacinar 2,4 milhões de pessoas por dia. Se tivermos um lastro de segurança da chegada de vacinas, de qualquer continente e qualquer laboratório, desde que passe pela aprovação da Anvisa, 1 milhão de vacinados por dia vai ficar para trás, como fulminadas são as marcas dos atletas a cada nova prova. 

O Brasil está entre os quatro países do Mundo que mais distribuem doses de vacinas com sua população. Na entrevista à TV CORREIO, o ministro da Saúde disse que já foram distribuídas mais de 90 milhões de doses a estados e municípios. 

Marcelo Queiroga tem como arma o diálogo no seu jogo de cintura para lidar com imprensa, políticos e autoridades sanitárias. Claro que convence quem tem dados, quem tem números e quem tem argumentos irrefutáveis sobre seu trabalho. O atual ministro vem demonstrando essa capacidade. 

O contrato de transferência de tecnologia para fabricação da vacina pela Fiocruz será vital para o futuro do quadro imunológico da população brasileira. Podemos sair até do segundo ano pandêmico seguido, mas ainda vamos ter que tomar vacinas contra a Covid por anos seguidos. 

O ministro tinha anunciado pelo Twitter seus primeiros contatos com o laboratório da Moderna. Na entrevista, ele disse que esteve reunido com executivo da Moderna na quarta-feira e está discutindo uma cooperação para o ano que vem ter esse laboratório como um dos parceiros do programa de imunização nacional. 

Foi uma entrevista esclarecedora e serena. Marcelo Queiroga repetiu que tem disposição para trabalhar por mais de 15 horas por dia (segundo confidenciou, está chegando no Ministério às 7h30 e sempre saindo depois das 23h00), até que essa situação esteja sob controle. 

Ele depende de várias vertentes desse processo, inclusive da burocracia que precisa ser destravada nas negociações com fabricantes de vacina. Marcelo Queiroga tem dado passos calculados, para não entrar num confronto político e nem seguir em rota de colisão com o Palácio do Planalto. Garante que não liga para as insinuações dos seus críticos e que vai seguir o planejamento técnico, sempre com base na ciência. 

Ele tem tudo para quando, um dia deixar o governo, sair laureado. O cargo é passageiro, mas está em jogo a credibilidade de um profissional que sempre demostrou zelo pelo que faz. E é essa credibilidade que reafirma seus compromissos para travar essa luta diária contra a pandemia mundial. 

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