O mês de maio marca o réveillon para milhões de brasileiros contribuintes. É que, somente a partir do dia 29 desse mês, os trabalhadores finalmente passaram a levar para casa o primeiro centavo do ano. Desde a meia noite de primeiro de janeiro, tudo que a gente conseguiu receber pelo nosso trabalho duro de cada dia, foi entregue aos governos através de pagamentos de impostos, tributos; encargos; licenças; multas, taxas e pedágios. Foram 158 dias do ano, dedicados ao pagamento de uma carga fiscal colocada acima da capacidade de contribuição da sociedade.
Nós brasileiros, já pagamos mais de R$ 1,4 trilhão em tributos este ano. O número foi registrado pelo impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. Mas, em Brasília, Lula segue defendendo a cobrança de mais impostos para financiar o Estado. Plataformas de vídeos, lojas virtuais internacionais, “imposto do pecado” e tudo mais.
Oportuno lembrar que o próprio Banco Mundial considera o Sistema Tributário do Brasil um dos piores do planeta, podendo ser classificado ainda como socialmente perverso, isso porque acaba pesando na mesma proporção e as vezes até mais no bolso do pobre do que no bolso do rico. Aí se cria uma história que o contribuinte de baixa renda não paga imposto porque não tem renda para isso, o que muitos não sabem é que quando ele vai a farmácia por exemplo, e compra três vidros de xarope, um é logo tragado pelo governo, ele paga três e só leva dois para casa, o que é uma covardia com o consumidor.
Nessa perspectiva, a classe desfavorecida vive da ilusão do crédito, o pobre paga juro alto e se ilude com o prazo longo, compra um carro, paga dois e se mantém com a sensação que não é pobre, coisa típica de países capitalistas.
O que esse país precisa de fato, é uma reforma tributária de verdade , consistente , que promova justiça social. Essa simplificação que foi aprovada recentemente pelo congresso, pouco contribui para o cidadão brasileiro mudar a vida para melhor. Foi uma peça midiática sem muita conexão com as grandes necessidades do povo, principalmente pagar menos impostos na renda e no consumo.