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Professor Trindade

A eleição iria acontecer a partir das 8h30, mas logo às 7h20 lá estava eu na Academia Paraibana de Letras, onde iria disputar uma cadeira naquela importante instituição e realizar um grande sonho.

Primeiro, chegaram os membros da Comissão Eleitoral; depois, cada Acadêmico foi chegando e eu os cumprimentava um a um, logo na entrada. É um ritual fundamental para qualquer candidato. Há determinadas atitudes que são essenciais em certas ocasiões.

O pleito se encerraria ao meio-dia. Meu Deus, quantos séculos sepassaramentre aquele 8h30 eas 12 horas!

Enfim, é chegada a hora da contagem dos votos.

Foi divulgado, aprincípio, o resultado da votação on-line. Nessa, tive uma considerável vantagem: obtive 7 votos; o segundo colocado, Marcos Formiga, 2; e o terceiro, BoisbaudranImperiano, nenhum.

Respirei aliviado.

Mas o mais perigoso mesmo eram os votos presenciais. Eu sabia que o páreo seria duro, pois o outro candidato que estava em segundo lugar até então fizera uma boa campanha, assim também como eu. O terceiro entrara de última hora; não tivera tempo para tal.

Conforme previ, foi páreo duro!…

No final, respirei aliviado. Na contagem dos votos, dos 33 computados obtive 18, alcançando, assim, a maioria absoluta e a vitória, já em primeiro turno.

Agradeço a todos os que votaram em mim e me apoiaram nessa luta árdua, dura, estressante e que demanda muita tolerância e paciência.

A partir de agora, é cuidar da posse e fazer aquilo que sempre disse em entrevistas:

Trabalhar! Trabalhar com afinco, para tornar a Academia ainda mais dinâmica, promovendo cursos, palestras e sugerindo à Casa grandes eventos, como festa literárias e tantas coisas que ainda hão de ser feitas. Mas, sobretudo,levara Academia ao povo: “Todo artista tem que ir aonde o povo está…”. E nós, escritores, somos sim, artistas da palavra.

Não precisa acrescentar – mas acrescento – que realizei um grande sonho; afinal, ocoroamento de todo verdadeiro escritor é chegar à Academia do seu estado!

Conquistei a honra de assumir a cadeira nº4, que era ocupada pelo meu conterrâneo, o também piancoense José Loureiro Lopes, uma glória da cidade e um dos maiores educadores que conheci.

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