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Professor Trindade

E agosto levou Virgínius!…

No dia 1º de agosto de 1975, morria Virgínius da Gama e Melo. Naquele ano, eu era não mais que um adolescente interiorano, perdido pelas grandes veredas da capital.

Não conheci o “Lord Jim” (foi assim que o chamou, no prefácio do livro “O Alexandrino Olavo Bilac”, Juarez da Gama Batista); não conheci o “menestrel”.

Em 1987, convocado para participar de uma obra de que até hoje me orgulho, a “Coletânea de Autores Paraibanos”, coordenada por Sérgio de Castro Pinto e que tem como coautores o próprio Sérgio, eu, Ângela Bezerra de Castro, Hildeberto Barbosa Filho, Chico Viana e João Batista B. de Brito, fiz um breve perfil dele.

A seguir, o pequeno texto (a coletânea tinha como subtítulo “O Autor na Escola” e era dirigida, preferencialmente, a alunos do então 2º grau, hoje, Ensino médio; daí a análise curta, dando-se prioridade ao próprio texto do autor enfocado, que vinha logo em seguida):

Virgínius da Gama e Melo (João Pessoa, 1922/1975)

Figura das mais respeitadas na literatura paraibana, Virgínius da Gama e Melo tornou-se conhecido sobretudo como crítico literário, cronista e boêmio.

O “menestrel”, como era carinhosamente chamado, atraía para si novos e consagrados autores que o rodeavam, como grande crítico que era, de sua geração.

Nos escritos, colocava em pauta suas impressões e seus sentimentos, o que leva hoje alguns autores a acusarem-no de “benevolente” com os novos; outros, de impressionista em excesso; há até aqueles que lhe negam o valor (!).

Mas a verdade é que Virgínius foi um colecionador de prêmios literários, tendo vencido os prêmios do Serviço Nacional do Teatro (ver notícia bibliográfica); da Academia Brasileira de Letras; da Fundação Cultural do Distrito Federal; da Academia Paulista de Letras; da UFPB; e do INL; este último, com o romance “Tempo de Vingança”, que se reporta às lutas entre perrepistas e liberais”.

Bacharel em Direito pela Universidade de Recife, jornalista, cronista e crítico literário, além de amante do cinema, Virgínius morreu aos 52 anos de idade, vítima de enfisema pulmonar.

OBRAS

Os Seres (contos). João Pessoa, edição do autor, 1963.

O Alexandrino Olavo Bilac (ensaio). Prêmio Universidade Federal da Paraíba; Prêmio Carlos de Laet, da Academia Brasileira de Letras. João Pessoa, Imprensa Universitária, 1965.

A Modelação (teatro). Prêmio Serviço Nacional de Teatro, Rio de Janeiro, 1965.

Tempo de Vingança (romance). Prêmio José Lins do Rego, do Instituto Nacional do Livro. Civilização Brasileira, 1970.

A Vítima Geral (romance). Prêmio de ficção da Fundação Cultural do Distrito Federal; Prêmio da Academia Paulista de Letras; Instituto nacional do livro, 1975.

O Romance Nordestino e Outros Ensaios. João Pessoa, Editora Universitária, 1980.

Estudos Críticos (2 volumes). João Pessoa, Editora Universitária, 1980.

(João Trindade. Coletânea de Autores Paraibanos, páginas 217 a 221).

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