Com alta do d?lar, fam?lias da PB gastam R$ 1,6 mil por m?s para importar canabidiol

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Além dos problemas nos setores comerciais já conhecidos devido à alta do dólar, a área da saúde também é prejudicada e as pessoas que necessitam da importação de medicamentos têm grandes dificuldades. Na Paraíba, esse é o caso das 16 famílias que têm membros que são tratados com remédios à base de canabidiol, substância derivada da maconha. Diante da situação, familiares procuraram o Ministério Público Federal no estado para buscar soluções e revelaram que chegam a gastar R$ 1,6 mil por mês com a obtenção da droga. Nesta quarta-feira (27), a moeda americana fechou cotada a R$ 4,08.

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Segundo o procurador regional dos Direitos do Cidadão na Paraíba, José Godoy Bezerra de Souza, as famílias ficam responsáveis por arcar com as despesas e já venceram uma ação que liberou o direito de comprar os medicamentos. No entanto, uma segunda ação, que pede o financiamento governamental, não foi aceita em decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. O MPF-PB entrou com um recurso que ainda está tramitando e uma nova decisão é aguardada.

“Esse aumento drástico do dólar traz muitos problemas para as famílias. Fizemos uma reunião nesta quarta para discutir isso e faremos novos encontros após o Carnaval”, disse o procurador. Ele afirmou que uma mãe revelou que um frasco do medicamento mais barato custa US$ 121 e que, dependendo do tratamento do paciente, o conteúdo do recipiente pode durar menos de um mês, tendo que ser readquirido com urgência. O canabidiol é utilizado, principalmente, para tratar de pessoas com epilepsia, um transtorno neurológico.

Produzidos nos Estados Unidos, os medicamentos à base de canabidiol são comprados pelas famílias através da internet. Godoy ressaltou que, além da alta da moeda americana, os custos referentes à importação também encarecem a aquisição. Ele revelou alternativas que foram discutidas na reunião a partir, inclusive, de sugestões das famílias:

“Com a condição cambial desfavorável, se por acaso o governo resolvesse atender a todos que precisam do canabidiol, gastaria bilhões. Sendo assim, é fundamental que possa haver pesquisas para produção dentro do Brasil. Já acionamos a Universidade Federal da Paraíba para que acompanhe a situação e se mobilize. A Constituição Federal e tratados internacionais dos quais o Brasil faz parte estabelecem que, para fins medicinais, pode-se produzir a maconha para a extração da substância”, explicou José Godoy.

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