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Com luva de pelica

O governador Ricardo Coutinho foi oficialmente convidado, mas optou por ir para o interior ao invés de recepcionar o ministro Bruno Araújo (Cidades), que veio a Paraíba para anunciar novos investimentos e liberação de recursos, detalhar para os prefeitos eleitos as prioridades para 2017 e inspecionar as obras, entre elas o viaduto do Geisel.

Ricardo Coutinho, que tinha acusado o ministro de cancelar depósito de R$ 17,5 milhões, liberado no último dia de Dilma Rousseff na Presidência, por retaliação política, não mandou sequer um representante do governo do Estado para acompanhar a inspeção técnica à obra, 40% bancada pelo governo federal.

Não houve a acareação que permitiria esclarecer quem tinha razão: se o governador, ao denunciar represália do governo federal por incentivo dos seus adversários que estão no Congresso, ou se o ministro Bruno Araújo, que na época autorizou o exato valor da medição feita pela Caixa Econômica na obra, ou seja, apenas R$ 3,8 milhões.

Ontem, o ministro anunciou que estava depositando na conta do Estado o correspondente a nova medição, ou seja, mais R$ 7,4 milhões. Que os repasses estão absolutamente em dia. Em menos de seis meses do governo Temer, foram R$ 11,2 milhões só para essa obra.

Também anunciou R$ 65 milhões para recuperação da ferrovia que liga Cabedelo, João Pessoa e Santa Rita, e mais R$ 9 milhões para um novo VLT, além dos mais de R$ 300 milhões que estão sendo investidos em habitação em vários municípios.

Quanto à ausência do governador? Se considerou grosseria, o ministro revidou com luva de pelica. Disse que sempre é recebido de “forma elegante” por governadores, inclusive os do PT. “A gente separa o que é política partidária da ação que beneficia o povo. E não vai ser diferente na Paraíba. Pode haver uma polêmica aqui, ali, mas o que nos interessa é entregar o serviço à população”.

O ministro até propôs nova parceria a Ricardo: “Tenho certeza que o governo do Estado não deve está podendo atender a todas as necessidades dos prefeitos paraibanos. Acho que o governo pode não estar com todos os seus pagamentos… por exemplo… em dia. Nas mais diversas áreas tem sido uma característica da dificuldade fiscal de muitos Estados… Que possamos nos dar as mãos e cuidar do que é o principal: cuidar da população”. Ui!

TORPEDO

A pergunta é: a obra existe? Está lá. Nós devemos algo ao governo do Estado? Não, sobretudo com o anúncio, hoje, dos R$ 7,4 milhões, que foi a medição que chegou agora no Ministério.

Do ministro Bruno Araújo (Cidades), sobre a polêmica em torno dos repasses de recursos federais para o viaduto do Geisel.

A resposta…

Ao comentar a visita do Ministro das Cidades, Ricardo Coutinho disse que “cada um escolhe as companhias que quer”. Disse que respeita o ministro mas também exige respeito, pois é representante dos paraibanos.

… de Ricardo

“Eu, naturalmente fico feliz com o início da devolução dos recursos da obra do viaduto, que representam cerca de de 40% do valor total da obra. 60% pertence ao Estado”. E criticou os que puderam e não fizeram a obra.

Velha política

O senador Cássio desaprovou a ausência de Ricardo na visita do ministro. Disse que apesar do Estado está enfrentando uma das maiores crise da história, “não tem humildade”. Considerou sua prática como “arcaica”.

Colheita

Lucélio Cartaxo não escondia sua alegria com os anúncios do Ministro das Cidades. Os R$ 65 milhões para recuperação da ferrovia e os R$ 9 milhões para o VLT, foram projetos seus quando gestor da CBTU.

ZIGUE-ZAGUE

+ O PMDB continua sendo o partido com mais prefeitos (elegeu 1.027), mas o PSDB (2°, com 792) venceu nas maiores cidades e governará 24% dos eleitores brasileiros.

+ Nesse ranking, o PMDB inverte a posição e fica em 2° lugar, seguido do PSB e PSD. O PT, que já foi o 3° em prefeitos, caiu para 10° lugar. Efeito Lava Jato.

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