Em 2012, ainda em “lua de mel” com o governo que ajudou a eleger em 2010, o PSDB só fez três prefeitos entre as 20 maiores cidades da Paraíba que somam 50,3% dos votos do Estado – Campina Grande, Guarabira e Monteiro. No total, conseguiu apenas 30, pouco mais da metade dos 58 do PMDB, que estava desgastado depois da derrota de José Maranhão para Ricardo Coutinho.
Neste 2016, o PSDB é oposição a nível nacional e estadual, e tem um inimigo inteligente e poderoso no governador Ricardo Coutinho. Tem mais a considerar: a nova regra eleitoral proíbe doações de empresas e a crise no país vai frear doações dos cidadãos – ou seja, vai faltar dinheiro para fazer campanha – e os seus candidatos sofrem pressões e podem seguir o instinto de sobrevivência e migrar.
O cenário é outro e os pressupostos para as decisão em relação as eleições, também. Por isso o gesto do presidente Ruy Carneiro de abrir mão de uma candidatura a prefeito da Capital para favorecer o diálogo com outras legendas que tenham projetos convergentes. Pragmático, tenta formar uma força que lute agora, mantendo os olhos em 2018.
Aparentemente, o PSDB estaria cedendo o protagonis-mo na Capital ao admitir apoiar um aliado. Será? O partido está sitiado pelo PSB em todo o Estado. Se perder em Campina e Guarabira e não acrescentar novas possibilidades, ficará na dependência do desfecho da crise nacional. E a vaga de Cássio no Senado estará em jogo em 2018.
Impossível esquecer a divisão no Diretório de João Pessoa – Cícero Lucena e Lauremília já não rezam na cartilha de Cássio e os três vereadores veem uma aliança com Luciano Cartaxo (PSD) como bote salva-vidas em mar revolto. Contraria-los sem oferecer alternativa seria um erro. O ato de Ruy Carneiro também visou a unidade interna.
O PSDB pretende conversar tanto com o PMDB de Manoel Júnior, como com o PTB de Wilson Filho e o PSD do prefeito Luciano Cartaxo. Com esse último tem bônus e ônus a considerar:reeleito, será candidato forte ao governo em 2018. Contudo, se sair candidado, pode ceder a prefeitura a um vice tucano. Com quem será que o PSDB vai ficar? Ruy lembra que faltam cinco meses para as convenções. Não tem pressa.
Torpedo
“João Pessoa não pode passar quatro anos para fazer uma passagem de nível para um carro passar. Quer se tornar algo maior, se preparar para coisas concretas, o que modestamente conseguimos apontar na passagem do PSB pelo governo municipal”.
Do governador Ricardo Coutinho, alfinetando o prefeito Luciano Cartaxo ao comentar a possibilidade de aliança PSDB-PSD.
Prego batido
Na reunião da Executiva do PMDB que discutiu as candidaturas a vereador do partido, o senador José Maranhão repetiu o que antecipamos domingo: que a de Manoel Júnior para prefeito da Capital é irreversível.
Conversas
O peemedebista Manoel Júnior disse que vai conversar com o PSDB, PSC e PTB sobre a possibilidade de estarem juntos na Capital já no 1° turno, mas acha que senão for possível, com certeza será no 2° turno.
Promessas…
Tovar Correia Lima considera a MP 242, pela qual Ricardo Coutinho suspendeu reajustes de salários, gratificações e promoções, como quebra de promessa de campanha. “Ele ludibriou a população”, acusa o tucano.
… esquecidas
“Ricardo chegou ao poder prometendo diminuir conta de água, valorizar o servidor, aumentar o contingente de policiais nas ruas, acabar com a violência em seis meses e tantas outras promessas que não cumpriu”, disse.
Zigue-Zague
A OAB pediu cópia dos processos da Operação Acarajé, que prendeu o marqueteiro do PT, João Santana. Para instruir a posição da Ordem sobre o impeachment.
A pressão funcionou. José Eduardo Cardozo deixou o Ministério da Justiça. Era acusado de não controlar a PF, que investiga Lula, Delcídio, João Santana…