Um time de jogadores desconhecidos do público nordestino, montado por Francisco Diá, treinador experiente, que comanda o clube desde o fim de 2014. Campeão Paraibano em 2015, o Campinense manteve a base de jogadores para esta temporada e apostou neste trunfo para fazer uma boa campanha na maior competição regional do país. Acesse Voz da Torcida.
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Já no sorteio, os bons ventos sopraram à favor da Raposa, que caiu em um grupo “acessível”, composto por ABC-RN, Salgueiro-PE e Imperatriz-MA, sem nenhum “bicho-papão”. E a surpresa rubro-negra começou a aparecer já na primeira fase.
Comandado por Rodrigão, que fez sete gols nas primeiras seis partidas, sendo arrasador e chamando atenção de clubes de todo Brasil, o time de Campina Grande atropelou os adversários e foi dono da segunda maior campanha geral da Copa do Nordeste, atrás apenas do Bahia, o que lhe rendeu a liderança do Grupo A.
Apresentando, até então, um futebol vistoso, o Campinense voltou a enfrentar o Salgueiro-PE, desta vez nas quartas de finais, quando viveu o momento de maior instabilidade no ano. Apesar da vitória por 2 a 0 no primeiro jogo, realizado no interior de Pernambuco, a sequência de jogos do Nordestão e do Paraibano fez o time perder um pouco de rendimento. Na segunda partida, no estádio Amigão, o time demonstrou cansaço e sofreu sua primeira derrota em 2016, e a primeira em Campina Grande em mais de um ano. Porém, o 2 a 1 em favor do Carcará não foi suficiente, e a Raposa avançou.
Nas semifinais, mais um pernambucano no caminho. Desta vez o Sport, clube que o time paraibano também enfrentou – e eliminou – na campanha do título de 2013. Na Ilha do Retiro, 1 a 0 para o Leão, o clima de “revanche” tomou conta do clube do estado vizinho. Mas no Amigão, “Rodrigol” foi decisivo e fez o gol que levou a partida para os pênaltis. Melhor nos 180 minutos, o time de Campina Grande viu a decisão por pênaltis fazer justiça, e depois do rubro-negro de Recife desperdiçar três cobranças, o raio caía pela segunda vez no mesmo local e os raposeiros chegavam pela segunda vez à decisão da Lampions League.
Novamente nas finais, outro time de Pernambuco desafia a Raposa Feroz. O Santa Cruz, comandado pelo bom treinador Milton Mendes e com o atacante Grafite como principal arma, empurrado por sua massa, venceu a partida de ida no estádio do Arruda, em Recife.
O placar de 2 a 1, conquistado com um gol no último lance, expôs algumas falhas que não se viam anteriormente no time paraibano. Uma defesa sem proteção, um meio-campo sem criação e o atacante sem poder fugir de seus marcadores. Problemas que precisam ser corrigidos para que o bicampeonato venha.
A torcida rubro-negra deve lotar o Amigão neste domingo (1º) para, quem sabe, voltar a viver o sonho que já realizou em 2013. Uma vitória por 1 a 0, ou qualquer placar acima de dois gols de diferença, deixa a taça novamente em Campina Grande. A Raposa está viva, é feroz, e quer conquistar o Nordeste pela segunda vez.
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