Independente de ser retaliação ou decisão baseada nos maiores interesses do País, o fato é que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha aceitou o requerimento dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, e iniciou o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
A decisão de Eduardo Cunha tem muitas consequências: deixa a presidente Dilma ainda mais vulnerável, a priori fortalece o PMDB, que pode assumir a Presidência da República, e a oposição, que pode participar de um grande acordo de governabilidade, que incluiria um plano para tirar o país da recessão. Mas isso vai envolver muitos confrontos no Congresso.
2015 está chegando ao fim como começou: com o Brasil procurando luz no fim do túnel em razão das crises política e econômica, cujas origens estão nas decisões tomadas pela presidente Dilma para facilitar a sua reeleição e que poderão provocar a sua queda.
Esse cenário foi agravado pela crise ética revelada pela Lava Jato, que colocou o partido da presidente, políticos de sua base e do PT e auxiliares próximos como réus no processo de corrupção apontado como o maior da história do Brasil.
A aceitação do impeachment coincide com a posição do PT de apoiar processo contra Eduardo Cunha, mas também coincide com a divulgação de índices que mostram a degradação da economia do país e seus impactos negativos na administração federal. Temos previsão de déficit de R$ 120 bilhões, de recessão de 3,7%, aumento no desemprego, diminuição na renda…
O cenário não ajuda a defesa de Dilma. A avaliação do sua gestão, também não. Segundo a última pesquisa Datafolha, apenas 10% aprovam seu governo, contra 67% que consideram ruim ou péssimo.Esse desempenho não estimulará políticos a brigarem por ela.
O pedido de impeachment está baseado nas pedaladas fiscais que levaram o TCU a aprovar parecer pela rejeição de suas contas de 2014, mas tudo pesará. No Congresso a decisão é política, por isso será inevitável que passe pelo Supremo. O ato de Cunha é apenas o primeiro de um processo que não será rápido nem fácil, mas independente de qual seja o desfecho, permitirá ao país seguir em frente.
Torpedo
”Não quis ocupar a presidência da Câmara para ser o protagonista da aceitação de um pedido de impeachment. Não era esse o meu objetivo. Mas, repito, nunca, na história de um mandato houve tantos pedidos de impeachment como neste mandato ”.
Do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciando o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Vaga no TRF
O paraibano Harrison Targino e a pernambucana Silvana Barreto dividem o 1° lugar na lista sêxtupla votada pela OAB para o TRF5, e que será reduzida pela Corte a três nomes que serão enviados à presidente Dilma.
Prestígio
Harrison e Silvana receberam 27 votos. Em seguida estão Luciano Guimarães (AL), e Juvenal Rocha (SE), Leonardo Carvalho (CE) eVerlano Medeiros (RN). O paraibano deve entrar na lista tríplice.
Continua
O deputado João Henrique (DEM) oficializou pedido de licença médica de 124 dias, durante a qual fará cirurgia no olho. Com isso, abriu vaga na ALPB para o suplente da coligação, Artur Cunha Lima Filho (PRTB).
Haja imposto!
O posto Carrefour fornece Nota Fiscal com impostos discriminados: de R$ 163,73 pagos por 49,6 litros de gasolina, nada menos do que R$ 43,16 vão para o governo do Estado. São 26,36% do total. E vai subir em 2016.
Zigue-Zague
Comissão Especial da Câmara aprovou a PEC 19/11, do deputado Wilson Filho, que cria a Zona Franca do Semiárido. Agora vai para o plenário.
OTCE vai divulgar nesta sexta-feira os Indicadores do Desempenho dos Gastos Públicos em Educação na Paraíba, da rede municipal, entre 2007 e 2014.