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Começa julgamento da ‘Pão e Circo’ na PB; caso é sobre desvio de verbas públicas

No primeiro dia de audiência de instrução e julgamento dos envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público e investigados pela Operação Pão e Circo, apenas a leitura do processo, com 212 páginas, foi feita. A sessão ocorreu na 5ª Vara Criminal, do 2º Tribunal do Júri, no Centro de João Pessoa. Antes do início da audiência, juiz, promotores e advogados se reuniram e ficou decidido que inicialmente as testemunhas de acusação seriam ouvidas e posteriormente (outro dia), as de defesa. No entanto, ninguém foi ouvido por conta do tempo e ficou para outra data. Nessa primeira fase, todas as testemunhas das duas partes serão ouvidas em cinco quintas-feiras contando após o feriado da próxima semana.

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Todos os vinte réus compareceram a audiência e também três das sete testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público que convocou de início sete pessoas. Ninguém foi ouvido. O juiz da Comarca de Bananeiras e designado pela Meta 4 para julgar o processo e que presidiu a sessão, Jailson Shizue Suassuna, perguntou aos advogados se queriam que fosse lida as páginas do processo ou se iniciasse a oitiva. Alguns deles optaram por ouvir a leitura – que demorou mais de três horas. Os advogados que pediram dispensa, assim como os seus clientes, foram liberados antes da conclusão da leitura. No entanto, o juiz registrou esses pedidos na ata.

Entre os réus estão três prefeitos: Renato Mendes Leite (Alhandra), João Clemente Neto ou João da Utilar (Sapé) e Francisco de Assis Melo (Solânea). Eles são envolvidos em esquemas de desvio de verba pública na contratação de bandas musicais para eventos de são João e festas de Réveillon. Para o juiz, a ordem é fazer a oitiva das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, depois as testemunhas arroladas pela defesa. Só após designar fazer o interrogatório dos réus. Todos precisam comparecer em todas as audiências. “Nós vamos fazer tudo que for necessário para a gente ouvir de forma muito serene e célebre todas as testemunhas que as partes requereram. De modo a propiciar a ampla defesa deles”, afirmou, destacando que três réus tiveram a prisão decretada porque não foram encontrados nos endereços citados. Informou ainda que há outros processos contra os foragidos, mas ainda não tinha tido acesso.

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