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Comércio de vestuário e acessórios lideram aberturas de novos negócios na Paraíba

Levantamento foi realizado pelo Sebrae a partir de dados da Receita Federal
Foto: Pixabay

Seja por necessidade ou satisfação pessoal, muitas são as opções de atividades econômicas para quem deseja iniciar um novo negócio. Na Paraíba, conforme levantamento realizado pelo Sebrae, com base em dados da Receita Federal, os números revelam que, em 2021, um segmento específico tem atraído o interesse dos novos empreendedores de pequenos negócios: trata-se do comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, que registrou a abertura de 835 novas empresas este ano.

Já o segundo lugar do ranking, que contabiliza 540 novos registros no estado, é a atividade de cabeleireiros, manicure e pedicure. Os números, que englobam microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), fazem referência aos dados divulgados pela Receita Federal para o período entre 1 de janeiro e 20 de maio. Segundo os números, no terceiro lugar do ranking paraibano, com 506 novos pequenos negócios formalizados, está a atividade econômica denominada como “comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios”, que engloba minimercados, mercearias e armazéns.

Em seguida, no quarto e quinto lugar, respectivamente, aparecem as atividades de promoção de vendas (442) e comércio varejista de bebidas (432). Ainda conforme os números, outra atividade bastante procurada em 2021, com 405 novos registros, é a de “fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar”, em que estão incluídas, por exemplo, as empresas que trabalham com a produção de marmitas e de alimentos congelados. No mesmo segmento, a atividade de restaurantes e similares também registrou procura considerável, com 402 novos pequenos negócios abertos entre janeiro e maio deste ano.

Por fim, segundo os dados da Receita Federal, encerrando o ranking das 10 atividades mais procuradas este ano pelos empreendedores de pequenos negócios, estão: lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares (327), outras atividades de ensino não especificadas (283) e comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal (268).

Ao avaliar os dados, a gerente da Unidade de Gestão Estratégica e Monitoramento do Sebrae Paraíba, Ivani Costa, enfatizou que os números são um reflexo direto dos efeitos que a pandemia do coronavírus provocou nos pequenos negócios e na economia como um todo.

“O ‘novo normal’ resultou no aumento dessas atividades, em especial daquelas que estão relacionadas com o delivery de produtos, as refeições e lanches em domicílio, os professores particulares para reforço escolar e os vendedores que trabalham de forma on-line. Diante desse cenário, a previsão é que a maior parte dos empreendedores dessas atividades enxerguem vantagens nesse novo modelo, o que tende a gerar um prolongado aumento do número de formalizações”, explicou Ivani Costa.

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