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Comiss?o Nacional da Anistia entrega documentos de 50 paraibanos v?timas da ditadura

A Comissão Nacional da Anistia será recebida, na sexta-feira (21), na Paraíba para apresentação de documentação de 50 paraibanos que pediram ressarcimento, alegando serem vítimas da ditadura militar. Serão entregues todos os documentos digitalizados, às 9h, no auditório do Centro de Ciência Humanas, Letras e Artes (CCHLA), da UFPB.

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Já no dia 27 de novembro está prevista, mais uma audiência pública, desta vez com parlamentares cassados a ser realizada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba. Entre os convidados, está o senador eleito José Targino Maranhão.

Nessa quarta-feira (12), representantes da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória da Paraíba (CEV-PB) e da Polícia Federal, com sede em Cabedelo, realizaram uma reunião para discutirem a abertura dos arquivos policiais referentes ao período da Ditadura Militar no Brasil. A Comissão da Verdade foi representada pelo presidente da Comissão, professor Paulo Giovani, além dos integrantes Waldir Porfírio e Lúcia Guerra.

Eles foram recebidos pelo superintendente da Polícia Federal na Paraíba, Nivaldo Farias. Na ocasião, foram firmadas parcerias com o órgão, além de um acordo de cooperação. “Todos estão de parabéns pela iniciativa, daremos todo apoio em nossas sedes de João Pessoa, Campina Grande e Patos para mostrar todos os nossos arquivos. Não sabemos o que temos, pois após as investigações transformamos tudo em inquéritos policiais e encaminhamos à Justiça, mas estaremos à disposição para o que for preciso contribuir”, ressaltou o superintendente.

Para o advogado Waldir Porfírio, as pesquisas levantadas deixarão um legado histórico para a Paraíba. “Queremos ajudar a preservar a memória do nosso país e repassar as descobertas, através das escolas, para a novas gerações que precisam ter conhecimento do que verdadeiramente houve em nosso Estado. Só olhando para o passado é que podemos evoluir e construir um futuro cada vez melhor”, frisou.

De acordo com o chefe do setor de administração e logística da Polícia Federal, Leonardo Gomes Vieira, cuidador do arquivo do órgão, a parceria vai ser iniciada imediatamente. “Temos um projeto em fase de implantação com o curso de Arquivologia da Universidade Federal da Paraíba, onde traremos alunos estagiários para nos auxiliar neste árduo trabalho de organização para digitalizar, escanear arquivos e utilizar softwares específicos. No entanto, os historiadores da Comissão podem iniciar a pesquisa mais específica sem nenhum prejuízo de tempo”, afirmou.

A professora e historiadora Lúcia Guerra revelou que esse trabalho já vem sendo feito no arquivo da Polícia Militar, com a ajuda de estudantes universitários. “Fazemos uma pesquisa direcional utilizando apenas as temáticas específicas da época. Não tratamos de questões administrativas, por exemplo, que saiam do foco investigativo. Vamos começar este trabalho aqui na Polícia Federal o mais rápido possível para acelerar a finalização do nosso relatório”, explicou.

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