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Como sair do endividamento familiar?

Especialista dá dicas e reforça que usar o crédito não é uma boa saída agora

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que um em cada quatro brasileiros não consegue quitar todas as dívidas mensais. Foram 2.008 pessoas entrevistadas na pesquisa, o que representa 25% do total. Ainda, 69% delas não conseguem poupar dinheiro, somente 29% fazem isso. E com a inflação alta, acima de 6%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), fica cada vez mais difícil quitar os débitos mensais.

A dúvida que fica é: com tanto compromisso que as famílias assumem há saída para esse cenário de dívidas? Para o professor Cristiano Rodrigues, coordenador do curso de Ciências Contábeis do Unipê, existem possibilidades que ajudam não só a quitar as dívidas como a organizar o orçamento de quem está inadimplente. E a primeira é rever os gatos variáveis.

“As contas de energia e de água, até a despesa com o gás de cozinha e o combustível do carro, são passíveis de reduzir ou cancelar por um determinado período para que você possa enxugar suas dívidas e honrar os compromissos mensais”, indica Cristiano.

Veja mais dicas:

– Aplicativos: o uso de apps para compras, por exemplo, de combustível ou feira, é uma alternativa que pode render mais economia, buscando neles ofertas que presencialmente são difíceis de acompanhar. Ainda, substitua produtos que costumeiramente já compra por outros mais baratos;

– Renda extra: se mesmo assim você não está conseguindo honrar suas dívidas, a indicação é empreender para conseguir uma renda extra. Aqui vale a criatividade e a execução de serviços que você domina e entende haver necessidade no mercado, algo que pode ser feito com investimento zero, inclusive;

– Planejamento: desde o corte de gastos que são dispensáveis ao conhecimento daqueles que não podem deixar de ser pagos, é no planejamento das finanças que visualizamos as nossas necessidades. Assim, é possível elencar as prioridades a serem quitadas e as que podem aguardar mais um tempo;

– Negociar: é importante tentar negociar com os credores as dívidas, sem deixar de lembrar que é preciso que isso caiba no seu orçamento.

Posso usar crédito?

O melhor a se fazer no momento atual é evitar esse tipo de saída para atender as necessidades ou quitar as dívidas. Segundo Cristiano, dentre as formas de enfrentar a alta da inflação está a taxa Selic, hoje em 13,75%, que o Banco Central buscou aumentar para reprimir o crédito para as pessoas. Isso gera um desequilíbrio entre a oferta e a demanda: a tendência é que os preços reduzam porque as pessoas não conseguirão vender.

Assim, um empréstimo pode ter mais chance de aumentar a bola de neve que são as dívidas da família. “As pessoas que buscam crédito e empréstimos vão ter juros altos devido à alta Selic. E o pagamento desses juros dificultará o pagamento das demais contas mensais da família, pois elas pensaram, em um primeiro momento, que o caminho seria esse. Mas será mais uma conta, porque não vai deixar de pagar suas outras despesas”, pontua.

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