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Confederação de Judô aproveita evento-teste para mirar na Olimpíada de 2020

Modalidade responsável pelo maior número de medalhas na história olímpica brasileira, com três ouros, três pratas e 13 bronzes, o judô treina seus atletas para a Olimpíada deste ano, no Rio, mas com os olhos voltados para os Jogos de 2020, em Tóquio. No evento-teste realizado nessa terça (8) e quarta-feira (9) no Parque Olímpico da Barra, a Confederação Brasileira de Judô selecionou atletas de destaque das categorias de base da modalidade, para “semear” os competidores que defenderão o Brasil em Tóquio.

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Gestor técnico da confederação, Ney Wilson disse que o evento serviu de oportunidade para a próxima geração de atletas. “[É] para vivenciarem esse clima, vivenciarem esse ambiente, e isso permitir colocar uma sementezinha que iremos regando até 2020, para realmente frutificar e podermos colher frutos lá nos Jogos Olímpicos.”

Uma das atletas que aproveitaram a oportunidade foi Jéssica Santos, de 22 anos, que saiu vitoriosa no confronto com a alemã Vivian Herrmann. “Estou treinando duro e forte, para ganhar as competições certas para iniciar um ciclo olímpico e chegar em 2020”,disse Jéssica, emocionada e feliz por representar o país no Parque Olímpico da Barra.

Com a participação no evento, Jéssica comemora também a chance de ficar mais perto dos atletas veteranos e da geração que vai representar o Brasil no Rio de Janeiro. “É um aprendizado. Eles são mais velhos e sempre passam um aprendizado para a gente. Sempre que somos convocados a treinar com eles, eles passam um retorno de aprendizado e de motivação.”

No primeiro dia do evento, os brasileiros conquistaram quatro medalhas. Na categoria até 52 quilos, Jéssica Pereira foi prata e Raquel Silva, bronze, enquanto a japonesa Chishima Maeda levou o ouro. Na categoria até 66 quilos, masculina, Lucas Godoy ficou em segundo e Diego Santos, em terceiro. O japonês Joshiro Maruyama ficou com a medalha de ouro. As medalhas do segundo dia serão definidas na tarde de hoje.

Com 110 atletas, o evento-teste reuniu, além de brasileiros, atletas de países como Japão, Alemanha e França. Depois da competição, está previsto um treinamento de campo no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, que reunirá os brasileiros da seleção e da categoria de base com atletas de diversas nacionalidades.

“Todo mundo que está aqui vai participar do nosso treinamento, que tem um formato conduzido para os nossos atletas. Os estrangeiros são peças fundamentais, porque isso qualifica o treino e permite o treinamento com atletas de estilo diferente do nosso. Isso sempre tem sido muito positivo”, disse Ney Wilson. Ele lembrou que, no início do ano, houve um treino semelhante com a equipe do Azerbaijão, e, logo em seguida, uma competição na qual os brasileiros venceram os judocas azerbaianos.

O contato entre as categorias de base e a seleção atual é outra ferramenta para preparar a geração do próximo ciclo olímpico. O convívio faz com que os atletas mais jovens se motivem e adquiram experiência ouvindo as histórias dos veteranos, disse Ney. “Isso é um ingrediente muito positivo, que acaba acelerando o processo de amadurecimento desses atletas jovens.”

A disputa por vagas olímpicas este ano mostra o embate entre atletas já consagrados com medalhas e outros que buscam a primeira participação nos Jogos. O Brasil terá direito a uma vaga em cada categoria masculina e feminina, o que soma 14 atletas. A escolha de quem vai ser convocado é técnica, mas deve usar como principal critério a posição dos atletas no ranking internacional.

O carioca Victor Penalber, de 25 anos, busca a classificação na categoria até 81 quilos, tem pela frente um veterano com dois bronzes no currículo. “Minha briga é com o Leandro Guilheiro, atleta que tem duas medalhas em Olimpíada. Falo que é sempre um prazer participar de uma briga de alto nível como essa. É muito importante que o Brasil tenha bons representantes e grandes disputas”, disse Penalber. Ele destacou que as medalhas olímpicas saíram de grandes disputas, de grandes duelos dentro do país. “Um puxa o outro e o melhor vai representar o Brasil.”

Victor Penalber e os demais judocas da seleção principal não competiram no evento-teste, mas aproveitaram a ida ao Parque Olímpico para conhecer a Arena Carioca 2, que sediará as competições da modalidade durante os Jogos do Rio.

Segundo o diretor de Esportes do Comitê Rio 2016, Rodrigo Garcia, apesar de o evento ter sido realizado na Arena Carioca 1, não há muita diferença no que diz respeito à organização. “A diferença é no número de pessoas que estão gerenciando, mas, na área de competição, não. A diferença é muito pequena. O apoio aos atletas é praticamente a mesma coisa”, disse Garcia, ressaltando que não houve reclamações da Confederação Brasileira, nem da Federação Internacional de Judô. “Para nós, é muito legal escutar isso, porque o judô é muito tradicional no Brasil.”

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