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Confetes, serpentinas e pol?tica

Fevereiro tem Carnaval neste Brasil abençoado por Deus e bonito por natureza, como canta Jorge Ben Jor. Mas neste 2016, os agitos não estão apenas nos salões de festa e nos desfiles de blocos. Ocorrem também nos poderes da República, que com o fim do recesso estão retomando os debates sobre a crise, o impeachment, a Lava Jato, as investigações sobre o ex-presidente Lula, as manobras de Eduardo Cunha para se manter na presidência da Câmara e as eleições.

A primeira sessão no STF, ontem, teve um pouco de tudo o que se previu para os próximos meses: crítica do ministro Ricardo Lewandowski ao “severíssimo e inusitado” corte no orçamento do Tribunal; quebra de protocolo pelo procurador-geral Rodrigo Janot, que não saudou Eduardo Cunha, mesmo estando sentado ao seu lado; e ao fim da sessão, o silêncio do Presidente da Câmara, dando proporção ao constrangimento.

E isso foi no âmbito do Judiciário. Imaginem o que pode ocorrer hoje, no campo político. A presidente Dilma Rousseff já decidiu que não comparecerá a sessão inicial do Congresso. Não tem clima. O impeachment pode ter perdido força, mas continua sendo um risco que pode voltar a crescer com as investigações em torno de Lula. Escolheu o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) para ler a sua mensagem anual.

Também hoje, na maior vitrine do Brasil, a televisão, o PT começa a exibir suas inserções partidárias nacionais e usará parte dos espaços para defender o ex-presidente Lula dos “ataques, provocações e perseguições pelos preconceituosos de sempre”.A fala de Rui Falcão remete as investigações de tráfico de influência e o caso do tríplex.

Aqui na Paraíba, foi o Legislativo quem falou em cortes no orçamento, mas não em tom de reclamação. Adriano Galdino, que hoje receberá Ricardo Coutinho na Assembleia, disse que o Poder terá menos R$ 1,5 milhão e por isso precisará adotar medidas de economia.

Ricardo estará em ambiente favorável para falar sobre seus projetos. Tem apoio de 22 dos 36 deputados. Contudo, deve se preparar para manifestações de servidores insatisfeitos com a suspensão dos reajustes e progressões, e dispostos a levarem a MP 242 à Justiça.

Ah, e como é fevereiro, se tudo isso causar estresse, tem Folia de Rua.

“Nosso objetivo não é a punição, pois o que queremos é simplesmente a verdade da informação prestada, a transparência. Acreditamos que é isto que a grande maioria dos gestores também quer”.

De Arthur Cunha Lima, sobre as ferramentas tecnológicas do TCE para abolir o uso de papel e agilizar prestações de contas de gestores.

Bola cheia

O prefeito Luciano Cartaxo vai à Câmara Municipal, hoje, fazer um balanço de 2015 e anunciar as metas para 2016. Vai dizer que será o ano de entrega das grandes obras que iniciou, como a Lagoa e os residenciais.

Bola cheia 2

Citará a crise apenas para garantir compromisso com o equilíbrio das contas. Focará mesmo é nas obras, porque ainda tem o viaduto da Geraldo Mariz, o Centro Cultural de Mangabeira, o Hotel Globo…

Xô infiéis

O deputado Anísio Maia não é de medir palavras, nem quando se trata do seu amado PT, onde identifica muitos “infiéis”. Está sugerindo limpeza, ou seja, o descarte dos que mostraram não ter compromisso com a sigla.

Oportunistas

Anisio diz que o poder atraiu para o PT muitos “oportunistas” e até “vigaristas”. Defende que a Direção Estadual tome medidas urgentes para tirar Diretórios das mãos deles, mesmo que fique menor no Estado.

Zigue-Zague

A IPSOS (empresa presente em 87 países) divulgou pesquisa na qual 80% dos brasileiros dizem que a Lava Jato deve ir até o fim, mesmo que traga instabilidade.

O governo Dilma foi avaliado como ruim/péssimo por 79% e 60% disseram apoiar o impeachment. Para 82%, todos os partidos são corruptos.

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