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Corregedoria identifica policial que apontou arma para motoboy durante protesto na Capital

Conduta do profissional, que estava em horário de folga, será apurada pela instituição

A Corregedoria da Polícia Militar identificou como um policial do 1º Batalhão o homem que intimidou o grupo que cobrava justiça no caso da morte do motoboy Kelton Marques, na noite dessa terça-feira (21), em João Pessoa.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram quando um homem aponta uma arma para um dos manifestantes e é contido por militares. A conduta do profissional, que estava em horário de folga, será apurada pela instituição.

De acordo com o corregedor auxiliar da PM, coronel Severino do Ramo Gerônimo, o militar alegou que estava passando pelo local do protesto com a esposa e um bebê e foi impedido de seguir o percurso pelos manifestantes.

“Ele disse que desceu do carro e, por instinto, pensando que estava sofrendo uma agressão injusta, sacou uma arma de fogo”, disse, em entrevista à Rede Correio Sat.

O corregedor auxiliar destacou que o policial foi rapidamente contido por profissionais do Batalhão de Motos que acompanhavam o protesto. Em seguida, ele acabou liberado pelos companheiros de farda. No entanto, o coronel Severino do Ramo Gerônimo determinou que fosse feito um relatório da ocorrência.

“Esse material, incluindo o vídeo, passará por análise e pode culminar em uma sindicância. Por enquanto, a investigação é preliminar”, disse. “Peço para que pessoas que se sentiram ameaçadas pelo policial procurem a corregedoria. Nós lamentamos o que aconteceu, mas estamos prontos para apurar e dar resposta a sociedade”, concluiu o corregedor auxiliar da PM.

O protesto

A manifestação desta terça-feira foi a terceira realizada por motoboys da Capital desde a morte de Kelton Marques, de 33 anos. A concentração do protesto foi no cruzamento das avenidas Miriam Barreto Rabêlo e Flávio Ribeiro Coutinho (Retão de Manaíra), local onde Kelton foi atingido e morto por um carro a 163 km/h no dia 11 de setembro. O condutor, Ruan Ferreira de Oliveira, está foragido.

Do local da concentração, os motoboys saíram em comboio até a Central de Polícia Civil, no bairro do Geisel, e fecharam todas as ruas por onde passaram. A confusão envolvendo o policial militar aconteceu na bifurcação das avenidas Epitácio Pessoa e Ruy Carneiro.

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Comentários

  • Bruno disse:

    A polícia tem se preocupar com bandido trabalhador protestando não. Se não tivesse outras pessoas aí talvez esse motoboy fosse mais estatística

  • paulo de Carvalho Lima Junior disse:

    não quero defender mais se todos respeitassem uns aos outros ,alguns desses manifestantes quando estão reivindicando alguma coisa não respeita os direitos dos outros e digo mais e alguns não respeitam nem a autoridade que esta presente nesses manifesto.

  • Arnóbio miranda disse:

    A corregedoria pede às pessoas que se sentiram ofendidas que procurem a corregedoria. Vejam, só por estarem protestando foram ameaçados, imagina denunciando o policial?

  • Brito junior disse:

    Que a corregedoria também faça um levantamento dos policiais militares ADIDOS que estão há mais de 30 anos nas viaturas, estressados e doentes, sendo explorados abusivamente num trabalho pesado e penoso. Esses sofridos guerreiros idosos já deveriam estar em casa – passando o restante de suas vidas com seus familiares?

  • Caio disse:

    Então ele que se trate pra acalmar esse nervosismo. Ainda mais sendo policial, ele deveria ser o mais controlado da situação por ter arma e treinamento. Imagina a tragédia esse home trabalhando armado por aí? Qualquer nervosismo ele pode sacar arma e apontar nos outros? Nada disso! Policial quer ser Deus. Abaixa a bola!

  • Rogerio Pascoal De Oliveira disse:

    Acho que por nervosismo na hora temendo alguma coisa cm sua família.acabou perdendo a cabeça.

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