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Corrida Tecnol?gica

Grandes montadoras têm atuado no sentido de virem a desempenhar papel de fiel da balança em uma corrida na qual o Brasil jamais conseguiu acelerar: a tecnológica para substituir fontes de energia fóssil por alternativas mais limpas, capazes de mover – de forma mais sustentável – as engrenagens da nossa mobilidade urbana.

A movimentação nos bastidores políticos é intensa para que, enfim, o País penda decisivamente nesta direção, a partir da adoção de políticas de estímulos a novas tecnologias de propulsão.

Recentemente, por exemplo, vazou na imprensa que a Toyota trabalha para lançar no mercado nacional o Prius, o híbrido mais vendido no mundo.

Até o momento, porém, o Brasil não tem demonstrado essa visão de futuro. E posterga indefinidamente as ações para se adequar a esta realidade, que já faz parte da indústria automobilista em várias partes do mundo.

Quando cheguei ao Senado Federal, em 2009, já defendia a necessidade do Brasil participar dessa corrida tecnológica. E o desenvolvimento de veículos automotores elétricos ou híbridos é absolutamente estratégico.

Os modelos, disponíveis no mercado internacional, reduzem dois tipos de poluição: a do ar e a sonora.

Acelerar nesta direção passa, naturalmente, pelo pit stop tributário. Sem a desoneração, um híbrido, que é vendido no Japão por US$ 30 mil, seria pelo menos três vezes mais caro no Brasil.

O mercado americano, onde as novas tecnologias de propulsão não são submetidas a custos tributários estratosféricos, os carros híbridos têm as seguintes cotações: Toyota Camry Hybrid U$ 28 mil, Ford Fusion Hybrid U$ 31 mil, Honda Accord Hybrid U$ 30 mil e Toyota Prius C U$ 22 mil.

A cotação dos elétricos segue no mesmo patamar com o Chevrolet Volt comercializado por U$ 33 mil, o Ford Focus Elétric por U$ 35 mil, o Ford Fusion Energi por U$ 33 mil e o Honda Insight por U$ 20 mil.

O consumidor nacional sabe que o Custo Brasil jamais viabilizaria a prática desses valores no mercado nacional.

E o resultado o nosso consumidor também pode antever: competitividade zero, o que breca a disposição dos produtores e impede os brasileiros de terem acesso a veículos capazes de proporcionar transportes mais limpos e eficientes.

As montadoras sinalizam no sentido de dar novo desfecho a esta novela.

Um capítulo importante dela repousa no Projeto de Lei 255, que concede isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação, bem como alíquota zero na Contribuição para o PIS/PASEP e na contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) nas operações envolvendo os veículos elétricos e híbridos.

Eu o apresentei em 2010 – mimetizando medidas similares de estímulo em voga em outros países – mas até hoje o projeto se arrasta, em sonolento tramitar, pelas comissões temáticas do Congresso Nacional.

Ao invés de colocá-lo em prática, o Brasil continua olhando pelo retrovisor, de onde assiste – de forma permissiva – a bem sucedida pressão dos produtores de tecnologias ultrapassadas.

Já passou da hora de despertar nosso gigante adormecido. E finalmente fazê-lo iniciar esta corrida em direção ao futuro da indústria automotiva que interessa aos brasileiros.

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