Cortar comidas por conta própria não é aconselhado

Retirada brusca de algumas comidas pode gerar transtornos psicológicos e distúrbios alimentares

Na mídia, a propagação de dietas milagrosas e saudáveis é feita há bastante tempo. Atualmente, com perfis cada vez mais segmentados em redes sociais e sites focados em alimentação, o acesso à informação mudou, e muitas pessoas conhecem a capacidade de nutrientes que trazem benefícios ao corpo e outros que trazem malefícios. Assim, buscam retirar substâncias como glúten ou lactose da dieta. Isso, porém, não é algo recomendado.

Para o nutricionista Prof. Dr. Nelson Justino, de Nutrição do Unipê, essas informações, muitas vezes, chegam incompletas e descontextualizadas, gerando interpretações difusas nas pessoas. Então elas podem ver alguns alimentos de forma distorcida. O nutricionista ressalta: as informações devem ser lidas com olhar científico e em fontes seguras, para evitar uma leitura distorcida do que é alimentação saudável.

Segundo Nelson, há, sim, nutrientes que devem ser mais consumidos e outros que devem ser evitados. Mas a exclusão deve ser feita por quem tem reações adversas aos nutrientes: intolerantes ao glúten são exemplos. A retirada desse nutriente por uma pessoa celíaca trará um resultado. Mas quem não tem essa sensibilidade, por exemplo, não terá alterações fisiológicas no mesmo sentido, explica Nelson. “Tem pessoas que cortam o sódio quando ele traz muito benefício. Na verdade, deve reduzir quem tem hipertensão, quem é obeso”, sinaliza.

Consequências

Nelson atenta: cortar alguns alimentos e buscar outros grupos pode gerar transtornos psicológicos e distúrbios alimentares, sobretudo compulsão. Por isso a importância de uma dieta equilibrada com acompanhamento profissional, de modo que a pessoa não elimine algo saboroso para ela, como doces, que não causarão mal.

Isso pode ser ruim porque essa exclusão não será definitiva. “A pessoa até consegue deixar de comer durante algum tempo, mas quando ela retorna a comer, ela o fará em uma quantidade muito mais voraz. Isso pode trazer, sim, algum tipo de transtorno”, frisa.

Então o que podemos comer? No geral, podemos consumir de tudo. O que faz mal, na verdade, é o excesso. Isso quer dizer que há diabéticos que podem comer doces e hipertensos que podem comer salgados, conta Nelson. Mas, caso queira fazer uma dieta com uma meta específica, a pessoa deve buscar fazer isso de forma prazerosa, sem olhar os nutrientes como remédios e, sobretudo, com orientação e acompanhamento de um nutricionista.

Palavras Chave

AlimentaçãoSaúde

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