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Corte Arbitral mantém punição e Rafaela Silva está fora de Tóquio

A Corte Arbitral do Esporte (CAS, sigla em inglês) manteve nesta segunda-feira (21) a punição de dois anos de suspensão por doping aplicada à judoca Rafaela Silva. A brasileira foi flagrada em exame realizado em agosto do ano passado, durante os Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), e recorreu à instância máxima para tentar reduzir a pena, sem sucesso. Medalhista de ouro nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, ela está fora da Olimpíada de Tóquio (Japão) em 2021.

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Além de perder os Jogos do ano que vem, Rafaela teve cassadas as medalhas de bronze conquistadas (individual e por equipes) no Mundial de Judô do ano passado. Os resultados no Grand Slam de Brasília e no Pan de Lima já haviam sido desconsiderados quando a suspensão à judoca foi aplicada.

Rafaela testou positivo para fenoterol, um broncodilatador utilizado para tratamento de doenças respiratórias. Em setembro do ano passado, a judoca afirmou que a contaminação pode ter ocorrido acidentalmente, em brincadeira com uma criança que fazia uso da substância.

Em março, o gestor de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson, disse à Agência Brasil que confiava na revisão da punição, entendendo ser exagerada. Um mês antes, o nadador Gabriel Santos foi absolvido pelo CAS após ter sido flagrado em um exame antidoping realizado em São Paulo com a substância clostebol (agente anabólico). A Corte entendeu que Gabriel não teve culpa ou negligência pela contaminação. O atleta afirmou que teria usado uma toalha ou peça de roupa do irmão, cujo creme pós-barba continha a substância.

O julgamento de Rafaela foi realizado em 10 de setembro, por videoconferência. Segundo nota do CAS, a defesa dela solicitou que “nenhuma culpa ou negligência fosse atribuída […] com fundamento de que ela foi acidentalmente contaminada com a substância proibida pelo contato com a colega de quarto durante o Pan ou [no contato] com torcedores”. O argumento não foi aceito.

Sem Rafaela, o Brasil pode não ter uma substituta na categoria até 57 quilos. Classificam-se direto para os Jogos os 18 atletas mais bem colocados por categoria, sendo um por país. Ou seja, se uma mesma nação tiver dois judocas no top-18, o que vier na sequência no ranking olímpico (se for de nacionalidade diferente dos que estão à frente) fica com a vaga.

Atualmente, a segunda melhor brasileira na categoria é Ketelyn Nascimento, de 21 anos e 43ª do mundo, cerca de mil pontos atrás da chinesa Tongjuan Lu, hoje é dona da última vaga olímpica na categoria. Outra possibilidade de classificação é por meio de uma cota continental, uma espécie de repescagem para 100 atletas fora da classificação direta. O Brasil tem direito a uma dessas cotas. No momento, a vaga seria de Eduardo Barbosa, número um do país e 29º do mundo na categoria até 73 quilos.

O Brasil esteve representado nas 14 categorias do judô olímpico nas duas últimas edições. A modalidade é a que mais rendeu medalhas ao país. São 22, sendo quatro de ouro (Rafaela Silva, Sarah Menezes, Aurélio Miguel e Rogério Sampaio), três pratas e 15 de bronze.

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