De junho deste ano até agosto, a Polícia Civil prendeu 12 pessoas suspeitas de participação em fraudes relacionadas à utilização de nomes de terceiros para assinatura de contratos de TV a cabo, internet e telefone, na Grande João Pessoa. Os casos só foram descobertos após as vítimas terem o nome incluído no Serasa e ficarem negativadas no comércio. Abaixo, o Portal Correio lista dicas de como evitar cair em golpes desse tipo.
Leia também:
* Preso mais um suspeito de fraudes em contratos de TV por assinatura, em João Pessoa;
* Presos suspeitos de fraudes em contratos de TV por assinatura, em João Pessoa;
* Empresa de JP usava nome de mortos em fraude de TV por assinatura; seis são detidos
As primeiras prisões de suspeitos envolvidos nas fraudes aconteceram em junho, quando a Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) da Polícia Civil em João Pessoa, prendeu dois proprietários e um funcionário que trabalhavam em uma empresa terceirizada que praticava o crime.
Nas investigações, ficou comprovado que a empresa possui um banco de dados com nomes de milhares de brasileiros, de onde ela selecionava vítimas para serem “responsáveis” por contratos fraudulentos.
“A empresa tinha esse banco de dados com nomes de pessoas de muitos estados, inclusive, pelo que sabemos, de pessoas mortas. O crime acontecia quando um cliente procurava a empresa para assinar um contrato de TV a cabo, mas não podia celebrar esse contrato porque estava com o nome sujo no comércio. A partir daí, a empresa usava esse banco de dados e selecionava o nome de uma pessoa, viva ou morta, para ficar como contratante e instruía o cliente a se passar por essa pessoa”, disse o delegado da DDF, Lucas Sá, na época das primeiras prisões.
Apenas no mês de agosto, outras pessoas foram presas em três operações de combate ao mesmo crime, inclusive clientes que eram coniventes e aceitavam participar dos crimes.
Empresa vítima diz que investe para prevenir crime
Uma das empresas que mais foi vítima da ação dos suspeitos é a NET, que oferece serviços de internet, TV por assinatura e telefonia. A empresa informou ao Portal Correio que repudia as condutas tomadas pelos proprietários e funcionários de empresas terceirizadas apontadas como suspeitas de cometerem o crime.
A empresa mencionou que possui canais de vendas com foco na facilidade ao cliente, como o televendas (4004-8844), o site oficial da empresa e por meio de agentes autorizados e habilitados para comercializar os serviços.
Além disso, a NET informou que investe na melhoria dos processos e controles internos para prevenir irregularidades nas contratações junto aos clientes.
“A NET esclarece que repudia condutas que possam prejudicar os consumidores e, por este motivo, está à disposição das autoridades competentes para colaborar com todas as informações necessárias para identificar e punir os envolvidos. A empresa investe continuamente na melhoria de seus processos e controles internos com objetivo de prevenir quaisquer irregularidades nas contratações de seus clientes”, comunicou a NET.
Veja como evitar golpes
De acordo com o delegado Lucas Sá, as pessoas que pensam em contratar serviços de TV por assinatura, internet ou telefonia por meio de empresas terceirizadas devem ficar atentas à identificação dos funcionários, se a empresa atua de maneira legal ou pesquisar junto ao operador do serviço se a terceirizada realmente está autorizada a comercializar o produto.
“A orientação que nós damos é, antes de assinar o contrato, verificar se o funcionário é realmente da empresa terceirizada, confirmar a legalidade da terceirizada junto à operadora e nunca aceitar a contratação no nome de outra pessoa, pois isso é crime. Se o cliente duvidar e não sentir confiança na proposta da empresa, é melhor não assinar o contrato”, disse o delegado.
Para denunciar fraudes envolvendo empresas de TV por assinatura, internet ou telefonia, os consumidores podem ligar para o 197 (Disque Denúncia) ou ir até a DDF, que fica na Central de Polícia Civil, no bairro do Geisel, na Zona Sul da Capital.
Caso o cliente seja flagrado sendo corresponsável pelo crime, ele pode ser indicado e preso, respondendo por falsidade ideológica, com pena de um a cinco anos de prisão.
Leia mais notícias em portalcorreio.com.br, siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e veja nossos vídeos no Youtube. Você também pode enviar informações à Redação do Portal Correio pelo WhatsApp (83) 9 9130-5078.