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Criação de Guarda Militar irrita categoria e Clube dos Oficiais promete reagir

O Clube dos Oficiais da Paraíba não vai ficar de braços cruzados vendo a criação do que está sendo considerada uma polícia paralela no estado. Foi o que disse o presidente da entidade, coronel Francisco de Assis, que prometeu tomar ‘medidas cabíveis’ contra a decisão do governo que publicou, nesta quinta-feira (17), uma Medida Provisória criando a Guarda Militar Temporária.


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“Isso é uma matéria viciada ela já tem discussão jurídica e já tem decisões. Em Goiás já foi decidido pelo Supremo que isso não pode. As polícias militares têm sua forma de ingresso do policial. Vamos acompanhar e adotar medidas necessárias. Tememos a situação de segurança, mas não é de qualquer forma que se resolve os problemas da segurança pública”, declarou coronel Francisco em entrevista à rádio Correio Sat/98 FM.


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A decisão do governador Ricardo Coutinho também repercutiu entre os deputados estaduais. O líder da oposição, Bruno Cunha Lima (PSDB), considerou a guarda uma polícia paralela. “O que está sendo feito é inconcebível. É uma polícia paralela, a polícia é regida pela lei. Nós temos concursados ainda enfrentando briga na justiça e Ricardo (Coutinho) não convoca, porque ele diz que a Lei de Responsabilidade não admite convocar, mas cria uma força para-militar e vai entregar armas a quem não tem por lei porte de arma”, disse o parlamentar.

Já João Gonçalves, que é da bancada de situação, concordou com o ato e disse que ele é necessário. “Não é privatização. No momento que a população clama e o governo não tem garantia do dinheiro que vai ter amanhã, essa medida é necessária emergencialmente”, argumentou.

Camila Toscano (PSDB) discordou de João Gonçalves. A deputada defende mais policiais nas ruas no combate à criminalidade, mas não da forma como impõe o Governo do Estado. “É preciso mais policiais nas ruas, mas não dessa forma. Temos diversos concursados que já passaram, inclusive, por treinamento, e que estão prontos para trabalhar. Seria mais coerente por parte do governador chamar essas pessoas. Além de ser um processo com muitos indícios de falta de transparência, essa nova imposição do Governo é totalmente discriminatória”, destacou a deputada ao se referir ao processo ser destinado apenas para homens.

Quem também reagiu foi o presidente do PSDB da Paraíba, Rui Carneiro. “Me posiciono completamente contra uma postura que prejudica a população, que não valoriza a instituição importante que é a Polícia Militar e que passa por cima dos princípios de uma gestão responsável. Me solidarizo com os que aguardam suas convocações e conclamo os deputados estaduais a formalizarem denúncia junto ao Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público da Paraíba. Não se pode ignorar a gravidade de mais um ato unilateral protagonizado pelo Governador Ricardo Coutinho, sem que haja qualquer consequência.

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