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Crise assusta empresários e provoca fechamento de redes de lojas na Paraíba

A crise atingiu em cheio o comércio de João Pessoa. Na quarta-feira (9), uma das mais tradicionais lojas da Capital, a Esplanada, fechou as portas. Outras grandes redes de lojas também encerraram as atividades e já anunciaram o fechamento de unidades. A Confederação Nacional do Comércio afirma que é a pior crise dos últimos 15 anos.

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Dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho constataram que a Paraíba perdeu 15.201 mil vagas de emprego em 2015, o que representa uma queda de 3,59% com relação a 2014. Entretanto, em janeiro deste ano, a Paraíba conseguiu um resultado melhor e foi o 5º estado do país e o único da Região Nordeste que registrou saldo positivo nas vagas de emprego com carteira assinada no primeiro mês de 2016, mesmo com a crise.

Em 2015, quase 100 mil lojistas encerraram atividades no país, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo (CNC). Para o presidente do Sindicato dos Comerciários de João Pessoa, Rogério Braz, o fechamento de algumas lojas é o reflexo da crise política brasileira que gerou instabilidade no mercado financeiro, atingido em cheio o consumo da população.

“A gente está acompanhando com apreensão o fechamento das lojas e, consequentemente, as demissões, na Capital. Isso é reflexo que a crise política está inviabilizando a certeza do mercado e provocando a precipitação de alguns empresários em continuar a investir. A briga pelo poder deixa o mercado vulnerável, aumenta os impostos e cai o consumo. Sem consumidor e o aumento dos impostos não tem como manter a empresa funcionando e cumprindo com os compromissos”, falou o presidente.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de João Pessoa (CDL-JP), Eronaldo Vasconcelos, está havendo uma redução de custos para controlar as finanças. Algumas empresas estão se fundindo e outras demitem os funcionários.

“Como medida de recessão, as lojas Insinuantes e Eletroshopping – que pertencem ao mesmo grupo – estão se fundido para reduzir custos e não competir entre se. Muitas delas estão reduzindo o quadro de pessoal, mas mantendo a qualidade no atendimento. Sobre o fechamento de lojas ainda não temos o levantamento de quantas nem os motivos concretos”, comentou Eronaldo Vasconcelos.

O Portal Correio procurou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Paraíba (Fecomércio-PB), mas a assessoria de imprensa informou que o setor de pesquisa ainda não tem um registro com número total de empresas que encerraram atividades em João Pessoa.

Leitores do Portal Correio informaram que a C&A também encerraria atividades em João Pessoa ainda este ano. A comunicação da empresa não revelou sobre o fechamento das lojas na Capital, mas falou através de nota que o movimento de análise de performance de lojas faz parte da rotina do negócio e que, a partir dessa atividade, abrir ou fechar lojas é algo inerente ao mercado.

Na mensagem, a assessoria da C&A falou ainda que nos últimos 12 meses, a empresa abriu 18 novas unidades e a previsão é que, ao longo de 2016, descontinue a operação de 12, mantendo a sua capilaridade no Brasil.

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